segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O casamento do Claudinho


Faz tempo que ninguém casa tradicionalmente na família, então, por si só esse já foi um evento importante e marcante para todos nós.

Saímos logo cedo, pois foi a reunião de final de ano do Vinicius e Heloísa. Sempre me emociono nas reuniões dele, é bom ver o quanto ele é forte e inteligente. E como não se submete facilmente às regras apesar de não ser capricorniano como eu. Tenho orgulho demais do meu bebê.
Passamos no shopping pra comprar algumas roupas e lá encontramos com meus pais.

O dia foi maravilhoso. Almocei com minha família na churrascaria do alto do Continental. Meus pais estavam felizes, Vinicius estava comigo, então pra mim estava perfeito.

O casamento foi emocionante demais. Heloísa entrou de daminha de honra sozinha, foi um show à parte, o Arnaldo nem conseguiu tirar fotos na hora de tão emocionado.
Claudinho estava tão nervoso que parecia que ele iria desmaiar a qualquer momento. Falando sério, eu quase não estava reconhecendo meu próprio primo.

A festa foi em um buffet na zona norte, na Av. Guapira. Tinha uma área de lazer para crianças com aqueles labirintos e piscina de bolinhas que o Vinicius adora, então pra ele foi demais.
Quase todos estavam lá, e como sempre foi uma reunião muito divertida. Todos conversamos com todos, todos nos divertimos, a maioria até bebe um pouco mas nunca em reuniões da família Fernandes saí nenhuma briga. Nos damos muito bem.

Tinha uma mini balada no andar de cima do buffet, com luzes piscando e música eletrônica e foi muito divertido dançar e ver todos dançando assim em família.

Saímos de lá por volta das 2:00 am e os que não beberam vieram dirigindo. Meus pais vieram com a Elaine e a Vanessa na Eco Sport, e meu pai veio vomitando o caminho todo (nunca tinha visto isso!). Eu vim com o Fabiano na F-1000 e conversamos bastante no caminho, talvez eu até tenha falado demais.
Viemos pra casa e a Ju, o Arnaldo e a Heloísa vieram trazendo o Ricardo que passaram a noite aqui em casa jogando truco e bebendo vodca. Resultado: só acordei as 14:oo no dia seguinte.

Resumindo: As festas da família Fernandes são as melhores!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O fim de uma era

Eu estava me preparando para escrever um post sobre como os últimos dias tem sido bons e tranquilos. Sobre como os problemas parecem tão distantes nesses dias todos trabalhando aqui do meu quarto.
Acontece que nisso a conexão caiu, então eu resolvi que iria aproveitar esse Sol gostoso, esse clima quente e agradável para dar um banho no meu grande companheiro. Aquele que de todos os meus cachorros, foi o mais notável. O grande Apolus, que é o filho Samanta que eu tanto quis, tanto sonhei e planejei.
Eu escrevi recentemente sobre a praga de pulgas que o havia afetado. Ele estava sob tratamento, por isso deixei ele preso lá embaixo, onde minha casa está sendo construída, por ser um lugar limpo, protegido, seco e agradável. Um lugar onde ele estava acostumado a ficar.
Eu troquei de roupa, peguei e guia e fui lá buscar ele, mas tive um choque ao vê-lo. Meu grande amigo e protetor da família estava morto, pendurado pelo pescoço. Deve ter tentado pular a janela de onde será a cozinha e com o impacto machucado seriamente o pescoço. Pois pela altura ele não se enforcaria, já que ele alcançava os pés no chão.
Eu corri e soltei a coleira, na esperança de que ele estivesse só desmaiado, mas foi tarde demais. Apolus, o último da linhagem da grande Samanta, está morto.
Apolus foi o primeiro da ninhada a nascer. Ele e o Brutus eram os maiores e mais fortes desde o nascimento. Eram os poderosos gêmeos que por toda uma era protegeram nossa família.
Por serem grandes e ferozes demais eles nunca realmente puderam viver em liberdade, já que eram uma ameaça para qualquer pessoa ou animal que não fosse da família. Na verdade, eram uma ameaça até mesmo para eles próprios, já que os dois se atracavam ferozmente sempre que tinham oportunidade.
Minha unica reação foi comunicar minha família, e todos ficaram tão chocados e profundamente tristes como eu fiquei. Peguei a inchada e enterrei ele aqui na chácara, perto de onde minha casa será construída, para que seu espírito continue protegendo nossa chácara como ele fez tão bem em vida.

Te amamos Apolus. Você nunca será esquecido. Sempre teremos nosso grande e poderoso Apolus em nossos corações. E de onde você estiver eu sei que vai continuar cuidando da família.

Deus sabe o que faz.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um dia em família

Esse mês tá sendo financeiramente o mais fraco pra mim ever desde que comecei com minha empresa. Aliás, faz um ano já que estou vivendo financeiramente somente da minha empresa e graças a Deus está indo tudo muito bem. Na verdade poderia estar ainda muito melhor se eu tivesse empolgado mesmo pra trabalhar, mas na verdade eu estou simplesmente acompanhando a correnteza até agora. Porque quando eu começar a dar minha braçadas, aí a coisa vai ficar boa.
Na vida pessoal, as coisas vão indo bem. Tô finalmente tendo paz em casa, com meu filho. minha família está toda indo muito bem.
Hoje eu dei um bom banho quadruplo no Apolus que estava infestado de pulgas. Estranho, ele nunca teve pulgas, mas dessa vez compensou pela vida inteira.
Essa noite meus pais, a Jú, o Nal, a Helô, o Vi e eu fomos jantar fora num restaurante de comida japonesa. Foi a primeira vez dos meus pais. Foi bem legal, e eu tô arrotando salmão crú até agora de tanto sashimi que eu comi.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Meu bebê Cristal


Sempre confiei e acreditei cegamente nas escolhas do Vinicius. Ele é uma criança especial, uma pessoa especial. Ele nasceu com a aura de cristal e sabe da verdade das coisas. Por isso eu nunca tive nenhum tipo de preocupação com o que se passa pela sua cabeça.
Independente do que aconteça, ele tem uma personalidade extremamente forte e eu sei que nada vai fazer ele mudar quem ele é.
Acontece que nos últimos dias ele tem se afastado de mim. Preferindo estar com a mãe dele à estar comigo e com minha família.
Fazem dois dias que ele não vai pra escola e não dorme em casa.
Eu sei que o importante é que ele está feliz lá com a mãe dele, apesar de saber que seus irmãos não são boas companias, o importante é ele estar bem e feliz, seguro e protegido.
A ligação que temos é muito forte, e se algum perigo se aproximar eu saberei a tempo de estar lá.
Mas de qualquer modo é difícil aceitar que ele não está aqui, em casa, no nosso quarto, assistindo tv comigo.
Eu sei que nem sempre sou o melhor pai do mundo, e que nem participo de todas as suas brincadeiras. Mas eu amo meu filho incondicionalmente e sempre vou estar perto dele, mesmo que esteja distante.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mais um dia no mínimo especial

Hoje também foi um dia no mínimo interessante. Levantei por volta das 9:00 com meu sócio me ligando. Vinicius já tinha levantado e já tava fazendo suas bagunças. Tomei um banho e fui direto pro escritório. Dia muito quente, realmente muito quente. Trabalhei no meu sistema até às 15:00 quando finalizamos e saímos para colocar no correio. Nisso pegamos o almoço no Habib´s da Praça 8. Discutimos um pouco, porque ele me acha calmo demais, mas no fundo ele sabe que se eu não me preocupo é porque eu sou o melhor do que eu faço. Saí do escritório suando às 18:00. Pra pegar as crianças na escola caso a Ju não conseguisse chegar a tempo, pois ela foi com meu pai no centro de São Paulo. Mas eu liguei pra ela do caminho e ela conseguiu pegá-los. Fui pra casa onde nos encontramos. 10 minutos depois que eu cheguei a mãe do Vi veio ver ele e ficou aqui cerca de meia hora, mas no final acabou convencendo o menino a ir com ela. Meu pai foi buscar minha mãe em Bragança e eu fui levar a Ju com a Heloísa em casa. E de lá dei uma voltas pela cidade e fui pro Extra do centro comprar algumas coisas. A fila estava enorme de verdade, mas o interessante é que eu reconheci a Renata Bardoni, minha amiga virtual, saindo do banheiro e liguei pra ela na hora. Falei com ela e nós nos vimos e foi muito legal, realmente. Porém, no olho a olho eu percebi que não combinamos, como eu já imaginava. Ela é muito linda, de verdade, mas acho que biologicamente somos incompatíveis. Fiquei cerca de uma hora na fila e de lá eu vim direto pra casa. Meus pais tinham acabado de chegar, e a Márcia me chamou assim que eu cheguei. Eu fui lá dar um beijo no Vi que já tava dormindo e conversamos um pouco. Entrei na net e reencontrei minha primeira namorada virtual, de 10 anos atrás. Foi emocionante! E seria ainda mais se ela não estivesse casada.

sábado, 14 de novembro de 2009

Sexta-feira jogando em casa

Essa noite, como na maioria das sextas-feiras, a minha irmã, meu cunhado e minha sobrinha vieram passar a noite em casa pra gente ficar jogando Age of Empires II em rede.
É bem legal, bem programa de nerd ficar jogando na frente do computador a noite inteira.
Nós passamos no mercado quando fomos buscar o meu cunhado no metrô e as crianças já chegaram em casa dormindo e não acordaram a noite inteira.
Aliás, o Vinicius resmungou um pouco durante a noite. Ele deve ter comido algo que não caiu bem e reclamou um pouco de dor-de-barriga no começo da noite e durante a madrugada.
Acordou um pouco melhor mas por volta do meio-dia a dor-de-barriga piorou e ele dormiu, suou bastante e foi no banheiro algumas vezes.
Ele é muito forte e dificilmente fica doente, e isso deve passar logo!

Tenho muito trabalho a fazer ainda esse final-de-semana e talvez nem tire nenhum dia de descanso até entregar os projetos pendentes.
Tenho trabalhado demais ultimamente, minha cabeça está chegando perto do seu limite eu acho, porque eu já acordo cansado, e no final-do-dia estou tão estressado que nem consigo relaxar.

Apesar de tudo a vida está maravilhosa e tudo vai indo muito bem para todos aqui da família.


Essa semana eu postei, finalmente, um novo tópico no 'Aprenda a fazer' . É sobre 'Como se dar bem na balada.'

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Momentos

Refletindo sobre os sentidos da vida, descobri que na verdade o que mais importa, e o que de melhor podemos fazer, é aproveitar a cada momento como se ele fosse mágico, único e especial, porque se pararmos para pensar, cada momento realmente é!
Acredite em mim! Não fomos feitos para entender toda a obra de Deus! Não temos essa capacidade. Por isso o melhor que podemos fazer é fazer o melhor que pudermos com cada momento que nos é oferecido.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Final-de-semana prolongado

Esse final-de-semana prolongado não foi exatamente como estava planejando. Não fui nas baladas como pretendia e nem conheci ninguém interessante. Mas passei bastante tempo com a família e com meu filho.
Na sexta-feira eu ainda tentei, passei a noite fora, fui no Gothan Bar (onde a predominância sonora do samba não me deixou ficar muito tempo) e depois fui em uma boate onde fiquei quase até o dia amanhecer, e essa foi toda minha balada!
No sábado e domingo fiquei mais tempo em casa de bobeira, curtindo um tempo com a família. Minha irmã mais nova veio passar o final-de-semana aqui e o Vinicius passou a maior parte do tempo em casa também, pois aparentemente a mãe dele começou a sair para se divertir (bom pra ela!)
No domingo a Elaine me convenceu a ir visitar alguns parentes com o Vinicius, mas com excessão da tia Dolores, as visitas foram mais deprimentes do que interessantes. Só não deu pra distinguir quem ficou mais desconfortável se o Vinicius ou eu!
Mas a noite foi bem legal. Arnaldo e eu fomos buscar a Camila com suas gêmeas e fomos todos (Juliana, Arnaldo, Heloísa, Elaine, Fabiano, Camila, Laura, Eduarda, Paulinha, Mariana, Santiago, Vinicius e eu) no Mimi pra jantar, e voltando de lá ficamos jogando (tentando) Monopólio até de madrugada! Foi bem legal passar a noite com os amigos das antigas.
Na segunda, como tava muito calor, eu resolvi encher a piscina e o Vinicius se divertiu brincando no sol.
Então, apesar de não ter sido exatamente como eu estava planejando, o final-de-semana acabou sendo muito legal e divertido.

Só não entendo porque ainda me sinto tão cansado!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lobo solitário

O lobo solitário sai da toca pra caçar. Corre o dia todo, todo dia, atrás do seu alimento e do sustento para sua família.
Ele sente falta de uma compania, não para ajudar na caçada, mas para saborear suas conquistas. Ele busca alguém que conheça do seu mundo e possa admirar o resultado do seu trabalho. Alguém que possa ajudá-lo e inspirá-lo a enxergar mais longe, fora dessa floresta, onde ele já está tão acostumado. O lobo já não vê mais desafios no seu mundo. Ele é o maior e melhor predador da sua floresta, nada está fora do seu alcance, por isso ele precisa enxergar além. Aonde os desafios são maiores e as recompensas também.
Na esperança de encontrar essa compania o lobo continua suas corridas, incansável e sempre de olhos bem abertos e orelhas em pé.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Voltando pra casa

O final-de-semana da casa da Elaine foi bem gostoso realmente, mas no domingo eu tinha de voltar pra casa, afinal, na segunda-feira de manhã eu tinha uma reunião marcada logo cedo no escritório.
Levantamos tarde (com excessão do Vinicius) e eu só tomei meu café-da-manhã ao 12:30.
Toda a família estava a caminho. A Elaine ia preparar o almoço, mas como eu sei que essa não é a especialidade dela eu me ofereci para preparar todo o almoço. Afinal, fazia um bom tempo que eu não cozinhava e estava com saudades já.
Assim que eu terminei o almoço o pessoal chegou. A Jú veio com o carro novo, um Pálio verde muito bonito.
Almoçamos e depois fomos tomar um sorvete na sorveteria da rua de trás. De lá Vinicius foi embora com meus pais mais a Jú, a Helô e o Arnaldo.
Eu deixei para sair mais tarde, queria dar mais um tempo para ver se a Thaíssa chegava, afinal temos conversado razoavelmente ultimamente e eu queria vê-la. Mas ela não veio!
Por volta das 18:00 eu arrumei minhas coisas e vim embora de volta pra Guarulhos.
Ainda não consigo entender o motivo de eu não ter ido direto pra casa. Sei lá, queria fazer mais alguma coisa ainda esse final-de-semana, e fiz!
Passei no Shopping Internacional de Guarulhos para ver o que acontecia lá nas noites de domingo. Parece que rola umas baladinhas, mas de repente me deu uma dor-de-cabeça bem desagradável.
Eu comprei uma aspirina e comi um fondue de morango. Dei umas voltas e resolvi ir embora.
No caminho, pensei em ligar para alguma amiga, sei lá, só pra conversar. Foi quando me dei conta de que meu celular não estava comigo.
Fiquei desesperado, perdi meu celular. Taí, queria alguma coisa para encerrar o final-de-semana com chave de ouro e consegui.
Parei num orelhão no Gopoúva (na rua que eu morava) e liguei pro meu número pensando: -Se uma gatinha atender isso pode ser um sinal!
Dito e feito. Uma voz linda e jovem me atendeu. Milena. Disse que estava com meu celular e estava em Cumbica. Eu disse que estava indo buscar aonde ela estivesse, então uma voz de homem pegou o telefone e disse que eu poderia pegar quando quisesse. Inexplicavelmente minha vontade de atravessar Guarulhos desapareceu. Finalizei a conversa dizendo que ligaria amanhã para marcar o encontro.
Pra mim foi o suficiente. Fui pra casa!
Vinicius estava com a mãe dele. Fui lá dar um beijo nele e ainda fiquei cerca de uma hora conversando com a Márcia. Temos audiências essa semana, mas chegamos a conclusão de que brigar por isso pe inútil já que podemos nos entender por conta própria.
Em casa conversei com meus pais sobre negócios e sobre a família.
Essa semana vai ser cheia de mudanças grandes, e espero que seja tudo coisa boa!

sábado, 29 de agosto de 2009

Perdidos em Bragança

Noite passada me deu na cabeça ir pra Bragança pra passar a noite na casa da minha irmã.
Cheguei em casa do trabalho, preparei a mala com coisas minhas e do meu filho. Coloquei ele no carro e fui embora.
Ele durmiu assim que saímos de casa, e antes de pegar a estrada eu tomei o cuidado de acomodar muito bem ele no banco de trás, com vários travesseiros e cobertores para que ele não corresse o risco de cair ou se machucar no caso de alguma curva ou freiada brusca.
Durante a viagem, mil vezes mais preocupado e atendo por estar com meu filho durmindo no banco de trás, senti um enorme peso. De repente me dei conta de que naquele momento, a vida do meu filho estava completamente nas minhas mãos. Pois se eu me distraísse por um instante e algo saísse errado, ele não teria nenhuma chance de se defender. A responsabilidade estava toda comigo. Fiquei pensando em quantas vezes isso acontece. Meu filho, que é 'maior' do que eu mesmo, tendo a vida em minhas mãos. Quantas vezes a minha vida esteve assim nas mãos do meu pai? Isso é justo? Me fez lembrar que nada é realmente justo, e que ninguém é independente do 'todo'. Tudo está interligado e todos dependem de cada um...
Aconteceu que no meio dessas reflexões eu acabei perdendo a entrada para Bragança e peguei uma outra saída.
Assim que saí da Fernão Dias percebi que aquela não era a entrada para Bragança que eu conhecia, mas resolvi seguir em frente, afinal, todas as estradas levam para algum lugar.
Conforme o tempo ia passando, as luzes foram sumindo. O asfalto já tinha ficado pra trás a muitos quilometros quando eu percebi, mas ainda assim continuei em frente. Me senti em um desses filmes de terror, nesses que as pessoas sempre fazem coisas absurdas, pressentindo o perigo mas sempre seguindo em frente. Como se alguma vontade bizarra e sem lógica as estivesse guiando.
De repente, quando me deparei com mais uma bifurcação na estrada, eu me lembrei que não estava sozinho, logo, a decisão do caminho a tomar não era só minha.
Vinicius ainda estava dormindo, mas ainda assim eu soube o que deveria ser feito. Parei o carro e dei meia volta.
Nisso eu me lembrei que não tinha abastecido o carro, e o ponteiro já nem estava mais marcando, ou seja, eu tinha pouco tempo para chegar num posto de gasolina mas não tinha a menor idéia de onde estava.
Então comecei a ficar desesperado. Uma coisa é estar perdido com seu filho pequeno no carro, outra é estar perdido com seu filho pequeno no carro, de madrugada e sem gasolina.
Mais uma vez fiquei orgulhoso do meu carro (Ford Ka) que andou muitos quilometros já sem gasolina.
No final das contas consegui abastecer e peguei um retorno na divisa com Minas Gerais. Paguei dois pedágios extra, levei uma hora a mais, mas conseguimos chegar na casa da minha irmã sãos e salvos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Estabilizando

As coisas veêm se estabilizando nos últimos meses.
Meu filho, Vinicius, tá morando comigo na casa dos meus pais, e passa as tardes com a mãe dele na casa dela. Raramente dorme lá.
É bom acordar de madrugada e 'ver' que ele está bem e protegido do meu lado. Ele não sabe o quanto eu o amo.
Quanto a Márcia, ela está muito melhor do que costumava ser. Nunca mais teve suas crises e parece que parou mesmo com seus vícios, e isso é maravilhoso. Torço muito por ela e estou feliz por ela estar conseguindo construir sua casa. Parabéns!
Já eu estou bem tranquilo, tocando a empresa, que está indo bem, se estabilizando também. Estamos conseguindo novos negócios progressivamente, e sei que tudo vai dar certo.

Fazem umas duas semanas que a Elaine se mudou com o Fabiano para Bragança Paulista, onde eles abriram uma loja de bolsas, muito bonita, e que está indo muito bem. Parabéns pra eles também!
Suas presenças fazem muita falta em casa, mas sabendo que isso é o melhor pra eles, ficamos felizes e aguentamos a saudade.

Fora isso tá tudo numa boa. Estou escrevendo do shopping de Itajaí, onde estou desde a última sexta-feira a trabalho, e curtindo muito a viagem.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Meu filho

A falta que sinto do meu casamento é difícil de aguentar, mas a imensa saudade que sinto dos tempos em que eu vivia junto do meu filho está insuportável.

Mesmo trabalhando fora, de empregado, nos tempos em que eu saía de casa antes do Sol nascer e só chegava bem tarde da noite, mesmo naqueles tempos, pelo menos eu sabia que durante toda a noite você estava bem perto de mim, ao alcance do meu braço. Sabia que se você acordasse assustado eu estaria ao seu lado em poucos segundos, e se você acordasse com fome no meio da madrugada eu poderia te preparar uma mamadeira.

Passavamos bastante tempo juntos, assistindo TV, conversando, brincando. E agora estamos separados...

Só Deus sabe o que me fez tomar essa decisão, e só ele sabe o quanto me custou e custa fazer isso. Tudo que eu tive de abrir mão para poder viver em paz, e não brigar mais na frente do meu filho.

Aliás, o momento decisivo foi definido por ele, meu bebê, agarrando minhas pernas chorando, me pedindo para não brigar mais com a mãmãe, dizendo que ela era bonita... Aquilo me partiu o coração de vez, e me fez prometer, pra ele e pra mim mesmo que isso nunca mais iria acontecer.

Te amo meu filho. Tudo o que eu faço é por você!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ao meu filho com amor

Essa noite eu fiquei um bom tempo te olhando enquanto você dormia.
Me perdi nos meus pensamentos admirando os detalhes do seu rosto, tão tranquilo, tão cansado de brincar o dia inteiro com a vovó.
Me lembrei do começo. Você sempre foi amado. Você chegou em um momento muito especial, o seu momento.
Você gerado com muito amor. Sua mãe e eu estávamos completamente apaixonados e desse amor nasceu um fruto muito especial, você!
Me lembro da alegria ao ver o resultado dos exames, anunciando sua chegada. Você foi amado e desejado desde o primeiro instante.
A semente germinou e foi crescendo e crescendo, sempre lindo, sempre forte e saudável, sempre perfeito.
Você transformou o menino em homem e sempre trouxe alegria e felicidade aonde estivesse. Conquistou a todos com seu jeito, sua simpatia, seu sorriso.
Nunca se esqueça, eu sou seu pai e sempre vou te amar e proteger incondicionalmente. Tudo o que eu fiz, desde a sua concepção, foi pensando em você.
Você é a pessoa mais especial do mundo pra mim. Minha imortalidade.
Te amo meu filho.

Papai.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Chaves perdidas

Na última terça-feira, quando eu estava me preparando para sair do escritório, passei a mão pelo bolso para verificar as chaves e senti um calafrio: As chaves do carro não estavam no meu bolso!
Tenho essa mania de sempre verificar as chaves, porque em meu coração eu sentia que um dai as perderia, e esse dia chegou.
Vasculhei todo o escritório, revirei minha mesa, liguei para o meu sócio para saber se ele não havia levado minhas chaves por engano, procurei no banheiro, e nada!
Fui até o carro e fiquei procurando pela calçada, embaixo do carro, na vala, e nada de chaves.
Foi então que tive uma visão. Eu 'vi' as chaves no chão e 'vi' que alguém as pegava. No mesmo instante eu despertei do transe e então meu desespero aumentou de modo que eu comecei a transpirar.
De tudo o que poderia ter acontecido, alguém tê-las levado era o pior que poderia ter acontecido!
Então, por desespero, eu re-vasculhei todo o escritório e voltei para o banheiro. Me deu vontade de chorar, então eu rezei: "Deus, coloque minhas chaves de volta em minhas mãos!".
Então eu saí do banheiro e fui em direção à entrada do escritório.
Tinha uma mulher. Ela me olhou e perguntou: "-Essas chaves são suas?".
Eu só consegui dizer: "-Graças a Deus! E muito obrigado!". Antes que ela saísse e fosse embora.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nosso quarto

Essa noite, depois do trabalho, eu fui buscar a Márcia e a Dona Valdira lá em São Miguel. Elas passaram dois dias fora para o enterro de um sobrinho lá dela.
Eu saí tarde do escritório, a viagem é longa e ainda por cima tivemos muita dificuldade para chegar em casa, porque a chuva fraca que caiu nos últimos dias estragou completamente todos os caminhos que levam à chácara.
Mas depois de 4 tentativas frustadas, eu finalmente consegui chegar em casa, e senti um enorme alívio por ver que o Vinicius estava dormindo. Não me entendam mal, meu único motivo de alívio foi por saber que assim ele iria passar a noite comigo, em casa. E dormiu.

Então eu fiquei até tarde conversando com meus pais, enquanto eles finalizam o trabalho deles, e por volta da meia-noite o Vinicius levantou, nem abriu os olhos, e foi lá me chamar pra ir durmir 'no nosso quarto'.
Resultado: Só essa noite eu levantei duas vezes pra fazer mamadeira. Estava com saudades disso!

terça-feira, 31 de março de 2009

Raio de Sol

Um dia de Sol
Eu posso ver dois Sóis em seus olhos
E posso sentir a luz que os olhos não podem ver

A alegria do seu espírito
Sua vontade de viver
Posso sentir a energia que emana de você

Mas nuvens chegaram e cobriram teu céu
Escureceram a luz dos teus olhos
Que choveram as últimas lágrimas
E se fecharam pra sempre

Porque que a vida tem que ser assim?
Porque o mundo é tão cruel?
O que é que acontece no fim?
Será que iremos para o céu?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Retomando as rédeas

É, depois dessas semanas de 'desnorteamento', finalmente as coisas estão voltando aos seus lugares. Não os mesmos lugares de antes não, mas aos seus novos lugares.
Minha mente está clara novamente, mais clara do que nunca. Voltei a planejar as coisas e a sonhar como costumava fazer.
O clima se acalmou, a tempestade já passou. O furação destruiu tudo que encontrou no caminho, mas agora é hora de arregaçar as mangas e reconstruir.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Final-de-semana no sítio

Este final-de-semana (21/03 à 22/03), a Mércia e o Luiz alugaram o Sítio dos Amigos (próx de casa) para fazer o churrasco/festa de despedida das meninas, já que eles estão às vésperas de se mudar para o nordeste.
Não fosse pelo fato de o Vinicius estar com a garganta inflamada e ter ficado com meus pais, e o Sol não ter aparecido durante todo o final-de-semana. Eu diria que teria sido perfeito.
A Márcia só tomou cerveja sem alcoól, e eu não saí da piscina o tempo todo. Aliás, tava mais quente dentro da piscina do que fora.
Nenhuma das crianças sabe nadar ainda, e eu joguei todos eles na àgua. E depois de tentar ensiná-los a nadar dois dias inteiros, nenhum saiu de lá sabendo se quer o básico. O que eu estranho, porque me lembro que desde sempre eu sei nadar (ou pelo menos me virar bem na àgua).

sexta-feira, 20 de março de 2009

Liberdade

Depois de mais de 5 anos casado com uma pessoa extremamente ciumenta e possessiva, ainda nem consegui acordar para a realidade e sentir o gosto da liberdade.
Estou me sentindo como um pássaro, que por ter ficado tempo demais na gaiola, ainda não tem forças para voar. Ou como um cachorro, que quando se liberda das correntes fica correndo em círculos, sem saber para onde ir, sem saber o que fazer com a tão sonhada liberdade.
Não sei se é porque eu quase não tenho amigos reais (não virtuais), mas a verdade é que junto com a liberdade uma poderosa sensação de solidão se instalou em minha alma. Ainda não consegui me livrar disso também.
Então, no final das contas, as coisas não mudaram muito (matematicamente falando):

(compania + ciúmes) = (liberdade + solidão)

É mais ou menos isso.

Me ajude a me encontrar

Estou disposto a tentar
Estou disposto até a lutar
E a deixar de ser o que eu sou pra ser o que você quiser
E o que você quiser eu vou ser

Não sei mais dos caminhos que eu via
Das escolhas que eu tinha já nem sei quais escolhi
Nem me lembro mais da última vez que eu rezei
Do inverno vem a primavera e assim eu mudei

Me ajude a me encontrar

terça-feira, 17 de março de 2009

Acidente da Márcia

Depois que a Márcia começou a tomar os estabilizadores de humor ela está muito 'grogue'. Raciocínio lento, fraqueza, pouca coordenação motora. Ou seja, eu estava achando melhor do que antes, com toda aquela 'energia'.
Mas enquanto eu estava fora, em Uberlândia, ela caiu, de cara no chão. Quebrou três dentes da frente, e teve de tomar alguns pontos na boca. Isso foi no dia 15 de março. Ela ainda está toda machucada e como continua tomando os remédios, continua meio desnorteada.
Eu prometi, pra ela e pra mim mesmo, que ela vai voltar a ter aquele rostinho lindo com aquele sorriso maravilhoso, custe o que custar!

domingo, 15 de março de 2009

Meu primeiro vôo

Na manhã do dia 14 de março de 2009 eu voei pela primeira vez.
Levanteia as 4:30 da manhã, pois tinha de estar no aeroporto as 5:30, para fazer o check-in e decolar as 6:30. Tudo muito corrido.
Meu pai me acordou as 4:30 e saímos de casa perto das 5:00. Tivemos de ir de Guarulhos à Congonhas em uma hora. Foi um recorde. (Sim, eu me atrasei um pouco!)
Bom, pra resumir, foi muita expectativa até a hora da decolagem. Muito frio na barriga.
Quando estamos subindo, acho que é uma das melhores sensações que eu já senti, é maravilhoso e eu recomendo para todo mundo.
Era pra ser uma viagem de uma hora, de Congonhas até Uberlândia, mas como o tempo em Uberlândia estava ruim, acabamos indo até Goiânia, e depois de volta até Uberlândia, ou seja, foram umas três horas de voô, muito bom mesmo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Entre a razão e a loucura

A última quarta-feira (11/03) a Márcia tece uma crise novamente.
Depois que voltei a morar com meus pais, tenho conversado muito com eles e numa noite dessas conversando com minha mãe, ela levantou a possibilidade de a Márcia ter algum distúrbio, porque essas crises dela não parecem mesmo coisa de gente 'normal'.
Eu pesquisei na internet, sobre o distúrbio que minha mãe mencionou (Transtorno Afetivo Bipolar) e pelo que vi, pode ser isso mesmo. Até conversei com a Márcia sobre ela fazer um acompanhamento com psiquiátra, e ela concordou. Mas nem tivemos tempo, porque ela teve uma crise antes.
Minha família, a família dela e eu já havíamos combinado que, da próxima vez que ela tivesse uma crise, nós chamaríamos ajuda profissional, e fizemos isso!
Ela bebeu e veio em casa, à noite, pra buscar o Vinicius. Eu, é claro, me neguei a entregá-lo. Pedi que ela tomasse um banho, tomasse um café, e depois conversaríamos. Mas ela ficou estérica e começou a gritar e brigar.
Bom, resumindo, a Márcia foi levada pela ambulância e passou a noite no hospital. Foi atendida pelos psiquiátras que passaram alguns remédios para controlar seus impulsos.
Daqui pra frente vamos encarar esse 'distúrbio' como uma doença, coisa que deveríamos ter feito desde o início, e seguir o tratamento com psiquiátras.
Eu amo muito a Márcia e nunca vou deixar de cuidar dela.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Reviravolta

Não tenho escrito nos últimos meses pois as coisas andam confusas demais na minha vida.

Pra começar, a Márcia e eu estamos separados a cerca de sois meses. Nesse período estamos revezando o tempo entre brigar feio por causa do Vinicius e do ciúmes e nos darmos bem demais, como se nada tivesse acontecido.
As coisas ainda não estão claras, mas eu não pretendo voltar atrás e correr o risco de começar tudo de novo.

Além disso mudei a DSoft para um escritório no São João, em cima de onde será a loja do meu pai. Os negócios não vão bem, mas tudo indica que vão melhorar.

Desde que saímos da casa da Gopoúva, eu estou morando nos meus pais e a Márcia morando na mãe dela.

Meus planos são construir uma casa para ela em cima da casa da mãe dela, para que ela e as crianças possam viver em paz, e para isso terei de fazer uma laje cobrindo quase todo o terreno da Dona Valdira.

Espero que as coisas fiquem bem, porque pior do que estavam não dá.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Natal de 2008

Na noite de Natal, contrariando nossos planos iniciais, fomos para a casa dos meus pais.

A noite estava muito agradável, e alguns dos meus parentes foram para lá também como já é uma tradição.

Tudo correu muit bem a noite toda e nós trocamos presentes em uma brincadeira chamada 'amigo ladrão', que aliás, foi muito divertida. Funciona da seguinte maneira: cada um trás um presente 'genérico', ou seja, que vai servir para qualquer pessoa. Então os participantes são contados e é colocado um número para cada participante dentro de um saco. Cada um sorteia um número e do primeiro ao último vão escolhendo os presentes. O primeiro escolhe o primeiro presente e o abre, o segundo pode tanto pegar o presente do primeiro quanto escolher um outro presente embaixo da àrvore, o terceiro pode escolher o presente do primeiro, dou segundo ou um outro presente embaixo da àrvore e assim por diante.

A noite de Natal foi maravilhosa e todos nos divertimos muito.

Mais metas para o futuro

Estou num momento muito bom e confortável da minha carreira. Depois de décadas trabalhando com desenvolvimento de softwares posso dizer que...