Final-de-semana prolongado
09:09 Postado por Eduardo Fernandes
Na sexta-feira eu ainda tentei, passei a noite fora, fui no Gothan Bar (onde a predominância sonora do samba não me deixou ficar muito tempo) e depois fui em uma boate onde fiquei quase até o dia amanhecer, e essa foi toda minha balada!
No sábado e domingo fiquei mais tempo em casa de bobeira, curtindo um tempo com a família. Minha irmã mais nova veio passar o final-de-semana aqui e o Vinicius passou a maior parte do tempo em casa também, pois aparentemente a mãe dele começou a sair para se divertir (bom pra ela!)
No domingo a Elaine me convenceu a ir visitar alguns parentes com o Vinicius, mas com excessão da tia Dolores, as visitas foram mais deprimentes do que interessantes. Só não deu pra distinguir quem ficou mais desconfortável se o Vinicius ou eu!
Mas a noite foi bem legal. Arnaldo e eu fomos buscar a Camila com suas gêmeas e fomos todos (Juliana, Arnaldo, Heloísa, Elaine, Fabiano, Camila, Laura, Eduarda, Paulinha, Mariana, Santiago, Vinicius e eu) no Mimi pra jantar, e voltando de lá ficamos jogando (tentando) Monopólio até de madrugada! Foi bem legal passar a noite com os amigos das antigas.
Na segunda, como tava muito calor, eu resolvi encher a piscina e o Vinicius se divertiu brincando no sol.
Então, apesar de não ter sido exatamente como eu estava planejando, o final-de-semana acabou sendo muito legal e divertido.
Só não entendo porque ainda me sinto tão cansado!
Lobo solitário
19:21 Postado por Eduardo Fernandes
Ele sente falta de uma compania, não para ajudar na caçada, mas para saborear suas conquistas. Ele busca alguém que conheça do seu mundo e possa admirar o resultado do seu trabalho. Alguém que possa ajudá-lo e inspirá-lo a enxergar mais longe, fora dessa floresta, onde ele já está tão acostumado. O lobo já não vê mais desafios no seu mundo. Ele é o maior e melhor predador da sua floresta, nada está fora do seu alcance, por isso ele precisa enxergar além. Aonde os desafios são maiores e as recompensas também.
Na esperança de encontrar essa compania o lobo continua suas corridas, incansável e sempre de olhos bem abertos e orelhas em pé.
Voltando pra casa
07:05 Postado por Eduardo Fernandes
Levantamos tarde (com excessão do Vinicius) e eu só tomei meu café-da-manhã ao 12:30.
Toda a família estava a caminho. A Elaine ia preparar o almoço, mas como eu sei que essa não é a especialidade dela eu me ofereci para preparar todo o almoço. Afinal, fazia um bom tempo que eu não cozinhava e estava com saudades já.
Assim que eu terminei o almoço o pessoal chegou. A Jú veio com o carro novo, um Pálio verde muito bonito.
Almoçamos e depois fomos tomar um sorvete na sorveteria da rua de trás. De lá Vinicius foi embora com meus pais mais a Jú, a Helô e o Arnaldo.
Eu deixei para sair mais tarde, queria dar mais um tempo para ver se a Thaíssa chegava, afinal temos conversado razoavelmente ultimamente e eu queria vê-la. Mas ela não veio!
Por volta das 18:00 eu arrumei minhas coisas e vim embora de volta pra Guarulhos.
Ainda não consigo entender o motivo de eu não ter ido direto pra casa. Sei lá, queria fazer mais alguma coisa ainda esse final-de-semana, e fiz!
Passei no Shopping Internacional de Guarulhos para ver o que acontecia lá nas noites de domingo. Parece que rola umas baladinhas, mas de repente me deu uma dor-de-cabeça bem desagradável.
Eu comprei uma aspirina e comi um fondue de morango. Dei umas voltas e resolvi ir embora.
No caminho, pensei em ligar para alguma amiga, sei lá, só pra conversar. Foi quando me dei conta de que meu celular não estava comigo.
Fiquei desesperado, perdi meu celular. Taí, queria alguma coisa para encerrar o final-de-semana com chave de ouro e consegui.
Parei num orelhão no Gopoúva (na rua que eu morava) e liguei pro meu número pensando: -Se uma gatinha atender isso pode ser um sinal!
Dito e feito. Uma voz linda e jovem me atendeu. Milena. Disse que estava com meu celular e estava em Cumbica. Eu disse que estava indo buscar aonde ela estivesse, então uma voz de homem pegou o telefone e disse que eu poderia pegar quando quisesse. Inexplicavelmente minha vontade de atravessar Guarulhos desapareceu. Finalizei a conversa dizendo que ligaria amanhã para marcar o encontro.
Pra mim foi o suficiente. Fui pra casa!
Vinicius estava com a mãe dele. Fui lá dar um beijo nele e ainda fiquei cerca de uma hora conversando com a Márcia. Temos audiências essa semana, mas chegamos a conclusão de que brigar por isso pe inútil já que podemos nos entender por conta própria.
Em casa conversei com meus pais sobre negócios e sobre a família.
Essa semana vai ser cheia de mudanças grandes, e espero que seja tudo coisa boa!
Perdidos em Bragança
06:49 Postado por Eduardo Fernandes
Noite passada me deu na cabeça ir pra Bragança pra passar a noite na casa da minha irmã.Cheguei em casa do trabalho, preparei a mala com coisas minhas e do meu filho. Coloquei ele no carro e fui embora.
Ele durmiu assim que saímos de casa, e antes de pegar a estrada eu tomei o cuidado de acomodar muito bem ele no banco de trás, com vários travesseiros e cobertores para que ele não corresse o risco de cair ou se machucar no caso de alguma curva ou freiada brusca.
Durante a viagem, mil vezes mais preocupado e atendo por estar com meu filho durmindo no banco de trás, senti um enorme peso. De repente me dei conta de que naquele momento, a vida do meu filho estava completamente nas minhas mãos. Pois se eu me distraísse por um instante e algo saísse errado, ele não teria nenhuma chance de se defender. A responsabilidade estava toda comigo. Fiquei pensando em quantas vezes isso acontece. Meu filho, que é 'maior' do que eu mesmo, tendo a vida em minhas mãos. Quantas vezes a minha vida esteve assim nas mãos do meu pai? Isso é justo? Me fez lembrar que nada é realmente justo, e que ninguém é independente do 'todo'. Tudo está interligado e todos dependem de cada um...
Aconteceu que no meio dessas reflexões eu acabei perdendo a entrada para Bragança e peguei uma outra saída.
Assim que saí da Fernão Dias percebi que aquela não era a entrada para Bragança que eu conhecia, mas resolvi seguir em frente, afinal, todas as estradas levam para algum lugar.
Conforme o tempo ia passando, as luzes foram sumindo. O asfalto já tinha ficado pra trás a muitos quilometros quando eu percebi, mas ainda assim continuei em frente. Me senti em um desses filmes de terror, nesses que as pessoas sempre fazem coisas absurdas, pressentindo o perigo mas sempre seguindo em frente. Como se alguma vontade bizarra e sem lógica as estivesse guiando.
De repente, quando me deparei com mais uma bifurcação na estrada, eu me lembrei que não estava sozinho, logo, a decisão do caminho a tomar não era só minha.
Vinicius ainda estava dormindo, mas ainda assim eu soube o que deveria ser feito. Parei o carro e dei meia volta.
Nisso eu me lembrei que não tinha abastecido o carro, e o ponteiro já nem estava mais marcando, ou seja, eu tinha pouco tempo para chegar num posto de gasolina mas não tinha a menor idéia de onde estava.
Então comecei a ficar desesperado. Uma coisa é estar perdido com seu filho pequeno no carro, outra é estar perdido com seu filho pequeno no carro, de madrugada e sem gasolina.
Mais uma vez fiquei orgulhoso do meu carro (Ford Ka) que andou muitos quilometros já sem gasolina.
No final das contas consegui abastecer e peguei um retorno na divisa com Minas Gerais. Paguei dois pedágios extra, levei uma hora a mais, mas conseguimos chegar na casa da minha irmã sãos e salvos.
Estabilizando
11:23 Postado por Eduardo Fernandes
Meu filho, Vinicius, tá morando comigo na casa dos meus pais, e passa as tardes com a mãe dele na casa dela. Raramente dorme lá.
É bom acordar de madrugada e 'ver' que ele está bem e protegido do meu lado. Ele não sabe o quanto eu o amo.
Quanto a Márcia, ela está muito melhor do que costumava ser. Nunca mais teve suas crises e parece que parou mesmo com seus vícios, e isso é maravilhoso. Torço muito por ela e estou feliz por ela estar conseguindo construir sua casa. Parabéns!
Já eu estou bem tranquilo, tocando a empresa, que está indo bem, se estabilizando também. Estamos conseguindo novos negócios progressivamente, e sei que tudo vai dar certo.
Fazem umas duas semanas que a Elaine se mudou com o Fabiano para Bragança Paulista, onde eles abriram uma loja de bolsas, muito bonita, e que está indo muito bem. Parabéns pra eles também!
Suas presenças fazem muita falta em casa, mas sabendo que isso é o melhor pra eles, ficamos felizes e aguentamos a saudade.
Fora isso tá tudo numa boa. Estou escrevendo do shopping de Itajaí, onde estou desde a última sexta-feira a trabalho, e curtindo muito a viagem.
Meu filho
15:13 Postado por Eduardo Fernandes
Mesmo trabalhando fora, de empregado, nos tempos em que eu saía de casa antes do Sol nascer e só chegava bem tarde da noite, mesmo naqueles tempos, pelo menos eu sabia que durante toda a noite você estava bem perto de mim, ao alcance do meu braço. Sabia que se você acordasse assustado eu estaria ao seu lado em poucos segundos, e se você acordasse com fome no meio da madrugada eu poderia te preparar uma mamadeira.
Passavamos bastante tempo juntos, assistindo TV, conversando, brincando. E agora estamos separados...
Só Deus sabe o que me fez tomar essa decisão, e só ele sabe o quanto me custou e custa fazer isso. Tudo que eu tive de abrir mão para poder viver em paz, e não brigar mais na frente do meu filho.
Aliás, o momento decisivo foi definido por ele, meu bebê, agarrando minhas pernas chorando, me pedindo para não brigar mais com a mãmãe, dizendo que ela era bonita... Aquilo me partiu o coração de vez, e me fez prometer, pra ele e pra mim mesmo que isso nunca mais iria acontecer.
Te amo meu filho. Tudo o que eu faço é por você!
Ao meu filho com amor
06:31 Postado por Eduardo Fernandes
Me perdi nos meus pensamentos admirando os detalhes do seu rosto, tão tranquilo, tão cansado de brincar o dia inteiro com a vovó.
Me lembrei do começo. Você sempre foi amado. Você chegou em um momento muito especial, o seu momento.
Você gerado com muito amor. Sua mãe e eu estávamos completamente apaixonados e desse amor nasceu um fruto muito especial, você!
Me lembro da alegria ao ver o resultado dos exames, anunciando sua chegada. Você foi amado e desejado desde o primeiro instante.
A semente germinou e foi crescendo e crescendo, sempre lindo, sempre forte e saudável, sempre perfeito.
Você transformou o menino em homem e sempre trouxe alegria e felicidade aonde estivesse. Conquistou a todos com seu jeito, sua simpatia, seu sorriso.
Nunca se esqueça, eu sou seu pai e sempre vou te amar e proteger incondicionalmente. Tudo o que eu fiz, desde a sua concepção, foi pensando em você.
Você é a pessoa mais especial do mundo pra mim. Minha imortalidade.
Te amo meu filho.
Papai.
