sábado, 29 de agosto de 2009

Perdidos em Bragança

Noite passada me deu na cabeça ir pra Bragança pra passar a noite na casa da minha irmã.
Cheguei em casa do trabalho, preparei a mala com coisas minhas e do meu filho. Coloquei ele no carro e fui embora.
Ele durmiu assim que saímos de casa, e antes de pegar a estrada eu tomei o cuidado de acomodar muito bem ele no banco de trás, com vários travesseiros e cobertores para que ele não corresse o risco de cair ou se machucar no caso de alguma curva ou freiada brusca.
Durante a viagem, mil vezes mais preocupado e atendo por estar com meu filho durmindo no banco de trás, senti um enorme peso. De repente me dei conta de que naquele momento, a vida do meu filho estava completamente nas minhas mãos. Pois se eu me distraísse por um instante e algo saísse errado, ele não teria nenhuma chance de se defender. A responsabilidade estava toda comigo. Fiquei pensando em quantas vezes isso acontece. Meu filho, que é 'maior' do que eu mesmo, tendo a vida em minhas mãos. Quantas vezes a minha vida esteve assim nas mãos do meu pai? Isso é justo? Me fez lembrar que nada é realmente justo, e que ninguém é independente do 'todo'. Tudo está interligado e todos dependem de cada um...
Aconteceu que no meio dessas reflexões eu acabei perdendo a entrada para Bragança e peguei uma outra saída.
Assim que saí da Fernão Dias percebi que aquela não era a entrada para Bragança que eu conhecia, mas resolvi seguir em frente, afinal, todas as estradas levam para algum lugar.
Conforme o tempo ia passando, as luzes foram sumindo. O asfalto já tinha ficado pra trás a muitos quilometros quando eu percebi, mas ainda assim continuei em frente. Me senti em um desses filmes de terror, nesses que as pessoas sempre fazem coisas absurdas, pressentindo o perigo mas sempre seguindo em frente. Como se alguma vontade bizarra e sem lógica as estivesse guiando.
De repente, quando me deparei com mais uma bifurcação na estrada, eu me lembrei que não estava sozinho, logo, a decisão do caminho a tomar não era só minha.
Vinicius ainda estava dormindo, mas ainda assim eu soube o que deveria ser feito. Parei o carro e dei meia volta.
Nisso eu me lembrei que não tinha abastecido o carro, e o ponteiro já nem estava mais marcando, ou seja, eu tinha pouco tempo para chegar num posto de gasolina mas não tinha a menor idéia de onde estava.
Então comecei a ficar desesperado. Uma coisa é estar perdido com seu filho pequeno no carro, outra é estar perdido com seu filho pequeno no carro, de madrugada e sem gasolina.
Mais uma vez fiquei orgulhoso do meu carro (Ford Ka) que andou muitos quilometros já sem gasolina.
No final das contas consegui abastecer e peguei um retorno na divisa com Minas Gerais. Paguei dois pedágios extra, levei uma hora a mais, mas conseguimos chegar na casa da minha irmã sãos e salvos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Estabilizando

As coisas veêm se estabilizando nos últimos meses.
Meu filho, Vinicius, tá morando comigo na casa dos meus pais, e passa as tardes com a mãe dele na casa dela. Raramente dorme lá.
É bom acordar de madrugada e 'ver' que ele está bem e protegido do meu lado. Ele não sabe o quanto eu o amo.
Quanto a Márcia, ela está muito melhor do que costumava ser. Nunca mais teve suas crises e parece que parou mesmo com seus vícios, e isso é maravilhoso. Torço muito por ela e estou feliz por ela estar conseguindo construir sua casa. Parabéns!
Já eu estou bem tranquilo, tocando a empresa, que está indo bem, se estabilizando também. Estamos conseguindo novos negócios progressivamente, e sei que tudo vai dar certo.

Fazem umas duas semanas que a Elaine se mudou com o Fabiano para Bragança Paulista, onde eles abriram uma loja de bolsas, muito bonita, e que está indo muito bem. Parabéns pra eles também!
Suas presenças fazem muita falta em casa, mas sabendo que isso é o melhor pra eles, ficamos felizes e aguentamos a saudade.

Fora isso tá tudo numa boa. Estou escrevendo do shopping de Itajaí, onde estou desde a última sexta-feira a trabalho, e curtindo muito a viagem.

Mesago.me

Eu estava pensando nessa necessidade que temos de nos comunicar, e em como isso se tornou mais simples com a tecnologia. Contudo, apesar da...