O vestido de festa e o choro no shopping

No último sábado levei minha esposa e meus filhos ao shopping, pois, com a iminência do casamento da minha irmã caçula, o tempo para comprar as nossas roupas está se acabando, já que vamos ser padrinhos.
Não faz sentido algum uma festa de casamento para um casal que já vive junto, e literalmente casados há mais de 8 anos, porém, como é minha irmã, não posso simplesmente ignorar. Ser convidado para ser padrinho em um casamento realizado em uma igreja evangélica me incomoda bastante, mas, o que não fazemos pela família?

Enfim, o primeiro susto foi chegar no shopping e ver que a loja de vestidos que tínhamos em mente não existe mais. Porém, andando um pouco descobrimos uma loja nova com vestidos que atraíram a atenção da minha esposa. Excelente!
Gastamos cerca de 40 minutos provando vestidos, o que não é grande coisa para uma mulher trocando de roupas, mas, para quem está cuidando de uma criança de 8 anos cheia de energia, e uma de 1 ano e meio que querem mexer em tudo, é uma eternidade!
Um segundo de distração e meu caçula estava no alto na loja, no mezanino, olhando pra baixo e achando aquilo fantástico. Fiquei embaixo esperando que ele caísse, e pedi para meu filho mais velho subir correndo pra pegar o pequeno. Por sorte foi só um susto.
Acabamos encontrando o vestido perfeito, e de quebra compramos o salto alto e uns broches para incrementar o visual ($$).


Depois disso, eles já estavam cansados e com fome, e eu havia prometido um brinquedo para meu filho mais velho, apesar de ele estar indo muito mal na escola.
Ele queria um arco-e-flecha, e como eu também gosto muito de armas e brinquedos de guerra, não poderia negar isso pra ele.
Acontece que chegando na loja, ele mudou de ideia, e optou por um brinquedo muito mais caro. Geralmente eu não nego esse tipo de capricho para ele, mas, como ele está indo mal na escola, eu disse que não compraria nada de extravagante.
Todo mundo sabe que eu sou terminantemente contra agressões contra crianças, e ele jamais havia feito escândalos em público, mas, para minha surpresa, aos 8 anos ele resolveu fazer sua estréia.
Se jogou no chão e ficou chorando... Eu, que não havia passado por uma situação como esta até então, levei algum tempo para "digerir" a situação, e decidi que o melhor a fazer, seria esperar que ele se acalmasse por conta própria, já que ele não queria conversar e nem ser adulado.
Eu entendo o que leva alguns pais menos racionais a agredirem seus filhos, pois, em alguns momentos eles não estão dispostos à dialogar, mas, eu jamais apelaria para algo tão primitivo.
Fomos jantar, ainda com ele chorando andando atrás de mim, mas eu segui indiferente. Até que ele percebeu que eu não estava dando importância, e que acabaria ficando sem jantar, então se acalmou e resolveu se abrir para conversa, pedindo seu jantar.

Enquanto comemos fui puxando assunto aos poucos, e depois de alguns minutos ele já estava sorrindo conversando com seu irmãozinho. Ou seja, não existem motivos para nos exaltarmos realmente.

Acabamos o jantar e voltamos para casa como uma família feliz e unida, que, apesar de seus problemas, é capaz de superá-los sem perder o respeito!




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