Eu sou o que penso ser

Resolvi postar alguns trechos de alguns dos livros que estou escrevendo atualmente.

Se tem uma coisa que eu gostaria de poder avisar para mim mesmo no passado, ainda quando eu era criança, logo que eu comecei a ter consciência, é que 'eu sou o que eu penso ser'!
Me lembro que desde muito cedo, me fizeram acreditar que eu era especial. Que eu era mais inteligente que as outras crianças, e que eu seria um gênio, sempre acima da média. Meus pais, tios e todas as pessoas de quem eu me lembro da minha primeira infância, fizeram com que essa imagem de mim mesmo ficasse gravada na minha consciência, e isso realmente aconteceu. Eu cresci com um certo tom de arrogância, por sempre achar que eu era, de certa forma melhor do que as outras crianças.
De fato, por acreditar nessa imagem, eu sempre acabei me sobressaindo mesmo sobre as outras crianças, na escola, na rua. Por acreditar que eu tinha uma facilidade nata em entender as coisas, eu acabei realmente desenvolvendo essa capacidade, e sempre me saí muito bem na escola, e na maior parte das atividades que envolvesse capacidade intelectual.
Eu nunca encarei uma nova matéria, ou problema como um desafio real, e com minha leve arrogância sempre consegui superar todas com certa facilidade.
Mas o que deveria ser uma vantagem, acabou me afastando das demais crianças da mesma idade, pois por acreditar ser superior, eu nunca me coloquei no mesmo nível dos outros.
Em pouco tempo, comecei a alterar minha auto-imagem, pois já que eu estava acima das demais crianças, então eu deveria ser um adulto. E então, passei a maior parte da minha infância acreditando que eu fosse realmente um adulto.
Se eu pudesse, eu voltava no tempo e alteraria essa auto-imagem de super inteligente, para um super inteligente popular! Ou seja, para que além de me sair bem nas atividades intelectuais, eu também me saísse bem no relacionamento com as pessoas.
Pois a verdade é que, se por um lado os livros sempre foram meus grandes amigos, por outro, eles foram os únicos! Hoje eu posso contar nos dedos todos os amigos que eu tive na minha infância dos quais eu ainda me lembro. E o que na época não parecia importante, hoje me faz falta.
Não me entenda errado, eu não me arrependo de cada livro que eu li, porque cada um deles faz parte da pessoa que eu sou hoje, e se alguns deles eu li duas vezes ou mais, é porque isso era necessário para que eu entendesse cada estória como eu entendi, e tudo isso faz parte do que eu sou hoje. Assim como cada um dos livros que eu ainda vou ler, vão estar dentro de mim, e farão parte da minha consciência.
Mas hoje eu sei que assim como os livros, as pessoas também podem fazer parte do que somos. Relacionamentos são 'coisas' complexas e geram situações que podem ser únicas. Pois cada relacionamento é único. Não existem dois amigos iguais, ou duas namoradas iguais. Assim como os galhos de uma árvore, que partem de um mesmo galho pai em comum e crescem para lados diferentes, formando estruturas diferentes e únicas, assim também cada relacionamento é único e ajuda a formar um complexo conjunto de experiências do qual nossa vida é formada. E esse é meu ponto. Eu gostaria de ter tido mais relacionamentos no início da minha vida, assim não teria de aprender a magia dos relacionamentos tanto tempo depois da infância.
Uma boa prática, é destinar um pouco do seu tempo para mentalizar seus objetivos. Se concentre e 'decida' o que você quer ser. Não precisa ser muito tempo, alguns minutos de mentalização por dia bastam para te ajudar a implantar uma nova vontade no seu subconsciente. E os resultados são excelentes.
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