segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Um mês sem ela

Desde que estamos juntos, nesses quase 3 anos, nunca conseguimos ficar muito tempo longe um do outro. Apenas uma ou duas noites dormimos separados, quando ela teve que dormir na casa dos pais dela, e foram noites longas e difíceis. Mas agora é diferente. Desta vez ela foi para Bahia, com nosso filho para passar um mês com a família, e, até agora, foram duas semanas muito longas e difíceis.
A saudade que eu sinto dela é muito forte, mas a falta que sinto do nosso filho é absurda!
Eu sabia que seria difícil para ser sincero, e o lado positivo desta experiência é que eu tenho tempo e energia sobrando para investir no trabalho na minha empresa, que tem dado bons resultados.


Ela me faz muita falta. Dormir sem ela ao meu lado não me parece algo natural. E ele me faz muita falta. Quem é pai/mãe sabe do que estou falando...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Réveillon 2015

Este ano conseguimos fazer algo que planejamos nos últimos dois anos e não tivemos sucesso em realizar, que foi alugar um sítio no interior para passar uns dias com a família na virada do ano.
O sítio que alugamos fica em Guararema. Muitos foram. Todo o pessoal de casa, mais uma pequena parte da família dos meus pais e uma pequena parcela da família da minha mãe.


Foi maravilhoso passar estes 5 dias com a família. O clima estava ótimo, a piscina uma delícia.


Vinicius está nadando muito bem. A piscina não dava pé pra ele, mas em nenhum momento ele precisou de boia. Victor foi a grande surpresa, com sua extrema coragem de pular na piscina, o que exigiu atenção em tempo integral, já que ele pulava na piscina mesmo sem estar usando boias.


Foi muito gostoso e muito divertido. Levei várias opções de entretenimento (notebook, ebook, 3DS) mas não cheguei a precisar de nada disso pra passar o tempo. 5 dias desconectado (já que o sinal do celular lá era péssimo) que foram muito bons para dar um reset na minha mente, e me deixar descansado e preparado para iniciar o ano cheio de energia e vontade para realizar tudo que preciso fazer esse ano.



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Lá e de volta outra vez

Muita coisa aconteceu desde as últimas postagens, mas não estava inspirado para escrever, então vou resumir os acontecimentos e mudanças dos últimos meses.

No final de outubro, sem nenhum motivo aparente, o babaca do novo gerente de desenvolvimento da AE resolveu me demitir. Pior que o infeliz nem teve a hombridade de fazer isso ele mesmo, e mandou que outro o fizesse. Enfim. Haviam meses que eu estava trabalhando desmotivado, sem ter uma razão real para levantar todo dia de manhã, atravessar a cidade e me sentar em uma cadeira desconfortável para passar o dia sem fazer nada de importante.
Fazia tempo que eu estava ensaiando para voltar com meus projetos e minha empresa, mas estava precisando de um empurrãozinho para me dar coragem. E por isso fiquei muito feliz com a demissão.

Passei duas semanas sem fazer nada, apenas pensando se realmente era o momento certo de voltar com a empresa, e a resposta se mostrou óbvia para mim. Então, voltei com meus projetos e as coisas tem corrido muito bem desde então.
Levanto cedo, animado. Programo muito, como costumava fazer, e minha mente está voltando a ser aquela máquina de uns tempos atrás.
Espero realmente que desta vez as coisas deem certo para que eu nunca mais precise abandonar meus sonhos. E eu sei que a DSoft Sistemas é o meu destino e o que realmente vai me fazer chegar onde eu desejo.

Tem sido muito bom o tempo extra que eu tenho em casa, com minha família. Comecei a malhar na academia do Sonda e os resultados estão me deixando cada vez mais animado.

A construção da casa não andou quase nada, mas as coisas estão indo muito bem.

Bom, basicamente é isso. Tenho trabalhado bem mais, e tenho dito mais tempo livre. E o melhor é que agora estou trabalhando para os projetos que eu realmente acredito e aos quais eu me dedico de corpo e alma.

Rumo ao sucesso!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Morte Dupla

Para que possamos ser realmente céticos, precisamos ignorar alguns casos que presenciamos, ou então eles colocarão em cheque nosso ceticismo.
Não sou religioso e não acredito em nada que não possa ser comprovado, mas a história que vou narrar permanece latente em minha mente, aguardando uma explicação plausível.

Meu primo não estava bem de saúde. Anos e anos de alcoolismo e uso contínuo de drogas estavam cobrando seu preço.
Aparentava ao menos 20 anos mais do que realmente tinha. Seu rosto e seu corpo estavam deformados pelas inflamações que ocorriam constantemente. Mas isso não o impedia de seguir alimentando seus vícios.
Acontece que ele vivia em uma chácara, com muito espaço. Gostava de animais, e dedicava parte do seu tempo todos os dias para cuidar deles.
Então, certo dia, uma cadela apareceu em seu portão. Estava muito fraca e suja, compadecido, meu primo deu abrigo a ela.
Deu banho, alimentou e em poucos meses ela estava sadia e forte. Não se parecia em nada com a cadela de rua que ele abrigou.
Meses se passaram e essa cadela se tornou muito ligada ao meu primo. Ela fazia festa quando ele chegava, pulava sobre ele e lambia seu rosto.
Com poucos amigos, meu primo se apegou bastante à cadela, e brincava com ela todos os dias.

Certa noite, meu primo acordou aos gritos, com fortes dores pelo corpo. Suas inflamações estavam avançando e se tornaram uma infecção que se espalhou pelo corpo.
Assustada e angustiada, a cadela começou a uivar e ganir, como se as dores à estivessem atingindo. Mas, como era muito ligada ao meu primo, o mais provável é que estivesse angustiada por estar presa do lado de fora da casa e preocupada com ele.

Meus tios chamaram uma ambulância, que levaram meu primo diretamente para a UTI, de onde ele jamais saiu com vida.
Quando chegaram em casa, meus tios encontraram a cadela morta. Sem nenhuma razão aparente, ela simplesmente havia morrido no mesmo dia que meu primo.

Sigo com meu ceticismo, evitando acreditar no sobrenatural, mas este caso permanece inexplicável para minha mente racional.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Uma vida por uma vida

Era mais uma tarde comum na rotina de Fernando. Depois de um dia tranquilo de trabalho, estava no mercado, à pedido da esposa, comprando alguns itens que faltavam em sua casa.
Fraldas, leite em pó. Essas coisas acabam muito depressa.
Fernando não se lembra de ter gastado tanto com seu primeiro filho, mas a sua nova bebê estava consumindo demais.
Claro que ele não se importava. Tinha orgulho de seus filhos e da família que estava construindo.

Descia as escadas rolantes do mercado, tranquilamente, quando percebeu a aproximação de três homens armados e uniformizados que passaram apressados por ele.
Percebeu que o homem do meio estava carregando uma mala, e os outros dois tinham pistolas em punho.
Como estava em um bairro relativamente calmo de uma grande cidade, Fernando estranhou o fato de eles estarem tão tensos. Havia medo em seus olhos, o que o deixou atento.
Conhecendo a natureza humana como ele conhecia, sabia do grande perigo que era estar próximo à um homem armado e assustado.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Uma segunda chance

Sandra é uma mulher jovem, e apesar de não gostar muito do que vê no espelho, muitos homens a consideram muito bonita.

Ela sabe que está acima do peso, mas não acha justo abrir mão do prazer que os chocolates lhe proporcionam, afinal, eles têm sido sua companhia mais leal.

Ela não compreende os motivos, mas convive com a ideia de que não tem sorte com relacionamentos. Isso porquê os seus relacionamentos, que não foram muitos, foram muito traumáticos.

A primeira vez que ela se apaixonou, ainda muito jovem. Foi pelo garoto mais popular da escola, que não deu a mínima para ela e ainda riu e espalhou para toda a escola quando ela lhe enviou um bilhete apaixonado. Aquilo à magoou demais e durante o resto do ano ela não voltou a se sentir bem na escola.

Depois disso, quando finalmente teve coragem de se abrir para um relacionamento, e se sentia feliz e realizada por ter um garoto que era tão apaixonado por ela quanto ela era por ele, sofreu ainda mais por saber que seu namorado havia passado uma noite na casa de uma garota que ela considerava sua amiga.

sábado, 30 de agosto de 2014

O mensageiro da morte

Como anjo encarnado, sua principal tarefa é servir como mensageiro. Cumprindo ordens sem questionar, já que ele é plenamente consciente de que aqueles que o enviaram são muito mais sábios do que ele.
Geralmente ele sequer compreende as mensagens, apenas diz o que deve ser dito e faz o que deve ser feito. E a cada missão cumprida se sente plenamente feliz e satisfeito por saber que está fazendo bem o seu "trabalho".

Tinha apenas 13 anos de sua vida humana atual quando recebeu uma "tarefa" que lhe causaria várias noites de insônia, mesmo sabendo que, de alguma forma que ele não é capaz de compreender, as coisas ocorreram conforme a vontade dos seus "superiores".

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Sopro de rosas

Era uma tarde calma de Sol. Em uma casa simples, em um bairro afastado, onde a vegetação ainda se faz presente de forma mais abundante do que o concreto. Uma jovem estava cuidando dos afazeres domesticos enquanto seu filho mais novo, com apenas 3 meses de vida, repousava em seu berço depois de ter sido carinhosamente banhado e alimentado.

O berço da criança era protegido por uma espécie de rede que o cobria para evitar que insetos pudessem alcançá-lo enquanto dormia.
A casa simples era composta por uma cozinha, que servia como sala de jantar, um banheiro, e um quarto, que fazia as vezes de sala de estar, e era nesse cômodo que o berço repousava.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O vestido de festa e o choro no shopping

No último sábado levei minha esposa e meus filhos ao shopping, pois, com a iminência do casamento da minha irmã caçula, o tempo para comprar as nossas roupas está se acabando, já que vamos ser padrinhos.
Não faz sentido algum uma festa de casamento para um casal que já vive junto, e literalmente casados há mais de 8 anos, porém, como é minha irmã, não posso simplesmente ignorar. Ser convidado para ser padrinho em um casamento realizado em uma igreja evangélica me incomoda bastante, mas, o que não fazemos pela família?

Enfim, o primeiro susto foi chegar no shopping e ver que a loja de vestidos que tínhamos em mente não existe mais. Porém, andando um pouco descobrimos uma loja nova com vestidos que atraíram a atenção da minha esposa. Excelente!
Gastamos cerca de 40 minutos provando vestidos, o que não é grande coisa para uma mulher trocando de roupas, mas, para quem está cuidando de uma criança de 8 anos cheia de energia, e uma de 1 ano e meio que querem mexer em tudo, é uma eternidade!
Um segundo de distração e meu caçula estava no alto na loja, no mezanino, olhando pra baixo e achando aquilo fantástico. Fiquei embaixo esperando que ele caísse, e pedi para meu filho mais velho subir correndo pra pegar o pequeno. Por sorte foi só um susto.
Acabamos encontrando o vestido perfeito, e de quebra compramos o salto alto e uns broches para incrementar o visual ($$).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pareidolia e o perigo de procurar ver as coisas onde elas não existem

De acordo com a Wikipédia "A pareidolia é um fenômeno psicológico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado.". Ou seja, temos uma capacidade natural de encontrar e perceber padrões que nos ajudam a "prever" acontecimentos e identificar possíveis ameaças.
Por exemplo, imagine um ser humano primitivo, vivendo em uma floresta. Essa capacidade de reconhecer rostos em meio à vegetação certamente proporcionou a esse humano uma vantagem gigante, dando a ele a capacidade de identificar predadores e inimigos escondidos, assim ele teve uma maior chance de sobreviver aos seus "concorrentes". Ou ainda citando o exemplo do famoso cientista Carl Sagan, bebês capazes de sorrir para os adultos ao receber um sorriso, tem uma maior chance de conquistar o afeto desses adultos recebendo assim mais cuidados, consequentemente tendo chances maiores de sobrevivência.

Algumas imagens para exemplificar essa nossa capacidade:

  












Você pode observar que, apesar de se tratarem de objetos, nossa mente nos engana trazendo uma sensação de estarmos observando rostos. Ou seja, o mesmo instinto de reconhecimento de padrões que serve para nos ajudar, também pode nos enganar.

Outro exemplo de utilidade para nossa capacidade de reconhecer padrões e que foi muito útil no início da agricultura, quando, muito antes de imaginarmos que a Terra fazia seus ciclos em torno no Sol gerando as estações, nós percebemos e identificamos padrões entre os movimentos do Sol, da Lua e das estrelas e os períodos em que as plantas germinavam, cresciam e estariam prontas para a colheita. Aliás, assim nasceram as religiões primitivas que, por reconhecer a influência dos astros sobre as colheitas, imaginaram que se tratavam de seres controlando o crescimento das plantas.
Se vemos rostos expressando emoções em objetos inanimados, é fácil entender porque nossos ancestrais atribuíam emoções e personalidades aos astros, não é?

Não é difícil encontrarmos "animais" nas nuvens, porém, ninguém vai acreditar que realmente são animais lá em cima, certo?

O perigo que a pareidolia nos oferece é a criação de padrões que nos leve a acreditar que existem coisas onde elas não existem. Por exemplo, um torcedor de futebol, depois de assistir a uma vitória do seu time preferido usando determinada camiseta, e que em outra ocasião assista seu time sendo derrotado enquanto ele usa outra camiseta, pode ter a falsa impressão de que a camiseta que ele está usando interfere diretamente no resultado do jogo. Claro que, da mesma forma que não existem animais nas nuvens, a camiseta que o torcedor está usando não tem nenhuma relação real com o resultado do jogo. Mas, esse tipo de reconhecimento, chamado de crença, acaba sendo interpretado como verdade pelas pessoas menos racionais.

Pense nisso antes de aceitar uma crença como verdade!

domingo, 17 de agosto de 2014

Funk, português errado e o grito de uma geração

Sou uma dessas pessoas que não suporta ouvir um único refrão de funk sem fazer careta. Sou dessas pessoas que olha com desprezo para essa nova geração cheia acessórios bregas. Esses óculos espelhados, aparelhos dentários enormes e coloridos e correntes gigantes, que lembram muito aquelas guias enforcadoras que usamos para passear com cachorros grandes ofendem meu bom-gosto.

Como sempre gostei muito de ler, me parte o coração ver a forma como esses jovens escrevem, cometendo erros ortográficos e gramaticais tão básicos que me fazem pensar no quê eles estão fazendo na escola.

Porém, temos que ter em mente que, não importa o quanto nos negamos a aceitar, os jovens são o futuro, e em pouco tempo serão os donos desse mundo.
São esses jovens que vão assumir as rédeas do mundo assim que os adultos de hoje se tornarem velhos. E esse conflito de gerações não é nenhuma novidade. Aliás, sempre foi assim!

Ao longo da história, as gerações mais jovens sempre foram melhores sucedidas do que seus antecessores, ou seja, existem grandes chances de que esses jovens sem senso de estética e sem nenhum bom gosto musical, construam uma civilização mais justa, moderna e bem-sucedida do que a que temos hoje.

Podemos fazer o que sempre fizemos e continuar criticando os jovens por sua preguiça e mau-gosto, ou podemos aceitar que também nós já fomos os jovens feios, com cabelos extravagantes. Nós também crescemos ouvindo músicas que faziam nossos avós taparem os ouvidos (claro que havia poesia e sentimentos mesmo no rock mais pesado), e no entanto crescemos e nos tornamos chefes de família e pais responsáveis.

Vamos criticar e nos afastar, ou vamos ignorar nosso bom-gosto e nos esforçarmos para ficar por perto, passando o máximo da nossa experiência sem parecermos chatos para que eles possam também nos entender?

Agora estou com 44 anos. Estou solteiro novamente, ela foi embora, e me deixou aqui nessa casa gigante, com dois cachorros e um gato. E meu ...