sexta-feira, 7 de julho de 2023

Relacionamento

Por algum tempo eu fui adepto de relacionamentos abertos e não-monogamia. Passei alguns anos me alimentando dessa ideia, conhecendo pessoas e experimentando. Por algum tempo eu achava que isso era uma evolução nas formas de se relacionar, mas hoje eu penso completamente diferente!

Hoje eu acredito que as pessoas podem sim serem livres e terem amigos para transar, mas isso não é o mesmo que ter um relacionamento amoroso, com objetivos em comum e vida compartilhada. Para ter esse nível de intimidade, acredito que o relacionamento deve ser fechado entre duas (ou mais) pessoas. Mas, para confiar e dividir a minha vida, eu preciso ter certeza de que a pessoa só compartilha a sua vida e intimidade comigo.

Trair é para quem não está satisfeito com seu parceiro. Quem está alinhado, em harmonia, tem objetivos em comum e química, não precisa e não quer se envolver e dividir seu tempo e energia com mais ninguém.

Hoje estou vivendo o relacionamento mais íntimo e mais saudável da minha vida. Uma oportunidade para aprender a me relacionar de uma forma saudável e prazerosa, e aonde ambos tempos apoio e espaço para aprender, experimentar e evoluir juntos. Eu não sinto falta de ninguém, não sinto vontade de conversar com ninguém, não preciso da aprovação de ninguém, eu só preciso dela e ela é tudo para mim.

Ela é tudo o que eu sempre sonhei, por dentro e por fora, e eu me sinto totalmente seguro, pois confio plenamente que ela só tem olhos para mim também.

Conversamos sobre tudo, experimentamos tudo juntos e eu quero estar sempre perto dela. Tudo o que eu quero é com ela, todos os meus planos envolvem ela, e eu sei que ela sente da mesma forma, e isso é muito intenso.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Vitinho

 Minha vida nem sempre foi fácil, mas o momento mais difícil da minha vida até agora foi ter que contar pro meu filho que eu amo mais do que tudo nesse mundo que ele não iria mais morar comigo, porque eu estava me separando da mamãe dele.

Eu precisei de um ano pensando para ter certeza de que isso era absolutamente necessário, e que não existia outra forma para eu sair da depressão pesadíssima na qual eu me encontrava. Realmente eu não sei se eu teria conseguido superar aquela fase e me transformar no homem que eu sou hoje.

Desde que ele veio ao mundo, nós sempre fomos muito próximos. Eu chegava do trabalho quando ele era bebê e ficava a noite toda com ele no colo. Sempre tão inteligente, sempre me surpreendendo e me fazendo me sentir o pai mais orgulhoso do mundo. Tão parecido comigo em tanta coisa.

Nesses últimos dois anos eu tento tentado me manter o mais próximo possível, mas geralmente ele fica comigo nos finais de semana alternados, por eu estar morando tão longe. Mas estou me programando para me mudar de volta para a cidade que ele mora para poder passar mais tempo com ele.

Ele e o irmão são os meus melhores amigos. A gente joga FreeFire juntos sempre que possível, e ele é muito bom no jogo!

Ele diz que não gosta de praia, mas quando ele entra na água não quer mais sair! Patina comigo, e os patins dele acendem no escuro. E ele tem um notebook que ele leva pra todo lugar.

Eu ainda não sei como, mas eu sinto que ainda vamos morar juntos de novo antes que ele se torne um homem feito. No meu coração, o que mais me pesa é a saudade que eu sinto de ter ele comigo o tempo todo.








quarta-feira, 31 de maio de 2023

Um homem melhor


Faz um pouco mais de um ano que nos encontramos pela primeira vez (como adultos e com o objetivo de nos encontrarmos, pois eu a conheço desde que ela era uma criança). E durante esse tempo eu mudei tanto. Nós mudamos tanto, com a ajuda um do outro, que nos tornamos pessoas completamente diferentes, com valores diferentes e com objetivos de vida tão diferentes que mal nos reconhecemos. Mas não por termos mudado um ao outro, e sim por termos conseguido mudar, de dentro para fora com a ajuda um do outro, nos tornando as pessoas que sempre quisemos ser, mas não sabíamos como e não havíamos conseguido sozinhos.

Eu não teria conseguido me desenvolver dessa forma sem ela, e ela certamente não seria a mulher incrível e maravilhosa que ela se tornou sem a minha ajuda. Me lembro de falar na terapia quando comecei a sair com ela, que o meu objetivo era me tornar o tipo de homem que se relaciona com uma mulher como ela.

Eu vivo por ela, e todos os dias eu me esforço para ser um homem melhor para ela, e sinto que ela faz o mesmo por mim. Temos linguagens de amor antagônicas, então é um desafio constante para nós aprendermos como fazer o outro feliz. As minhas são o toque e as palavras de incentivo, e para ela são os presentes e os serviços, e ambos compartilhamos do tempo de qualidade. Então eu tive que aprender a servir e a presentear, e ela aprendeu a ser carinhosa e a expressar seus sentimentos com palavras.

Já sofremos muito pelo outro, e em muitos momentos pensamos em desistir. Nunca brigamos de verdade mas já chegamos perto de nos separarmos em diversos momentos. Mudar é tão difícil!

Pela primeira vez na vida eu tenho alguém com quem eu posso me abrir completamente e me sinto compreendido. Consigo conversar de igual para igual com ela. Pois além de ser a menina mais linda que eu já vi, ela ainda é a pessoa mais parecida comigo na forma de pensar. E isso explica a nossa conexão quase que imediata.

Eu não tive um desenvolvimento sexual saudável, e sempre fui um homem muito pervertido, neurótico, controlador e ansioso. A terapia me ajudou a perceber isso, mas não ajudou a resolver. Eu precisei de um ano trabalhando nisso com a ajuda dela para superar meus traumas e frustrações e me tornar o homem saudável que eu sou hoje.




Eu não sei se vamos ficar juntos para sempre, mas mesmo que terminássemos agora, todo o bem que ela me fez me marcou tanto que ela já ocupou o espaço de "grande amor da minha vida", pois foi com a ajuda dela que eu deixei de ser um menino mimado e frustrado e me tornei o homem que eu queria ser. E isso se reflete em todas as áreas, inclusive me tornando um pai melhor para os meus filhos.


domingo, 9 de outubro de 2022

Cubo de Rubrik

 


Já fazia um tempo que eu tinha pensado em escrever aqui sobre isso. Mas acontece que o tempo foi passando, e o assunto deixou de ser tão relevante. Faz muito tempo que eu não escrevo aqui. Tenho escrito em um caderno que eu chamo de Caderno de Emoções, mas são coisas muito íntimas que eu não poderia expor. Muita coisa aconteceu, coisas realmente importantes, mas ainda assim eu prefiro voltar escrevendo sobre isso, pois é uma parte importante sobre quem eu sou.

Sempre tive a ideia na minha cabeça de que montar um Cubo de Rubrik, ou Cubo Mágico, era um desafio intelectual muito grande, e realmente é! Mas, a pessoa que eu costumava ser, acreditava que para ser realmente inteligente eu deveria ser capaz de fazer algo assim sozinho, sem estudar e sem me apoiar no trabalho de outros. E é por isso que esse assunto é relevante.

Já faz um tempo que eu mudei de ideia, e hoje penso o extremo oposto. Acredito que precisamos SIM nos apoiarmos nos trabalhos, estudos e descobertas daqueles que vieram antes de nós. E não existe demérito nenhum nisso.

Hoje eu entendo o porquê de ter chegado nessas conclusões e em outros momentos eu talvez fale sobre isso. Mas o que eu gostaria de deixar registrado aqui, é que escolhi dominar a arte de montar o cubo para provar para mim mesmo e para os outros que eu sou sim uma pessoa inteligente.

Não foi fácil! Foram semanas estudando e praticando até chegar no ponto de conseguir montar direto sem precisar consultar minha tabela de algoritmos. E ainda hoje, eu preciso pegar e praticar um pouco a cada poucos dias para não esquecer as sequências e não perder a prática. Ou seja, é um esforço consciente que eu tenho que fazer para manter esse skill.

Tendo isso eu não preciso de muito esforço para passar uma imagem de uma pessoa inteligente, basta que eu pegue um cubo, e monte, o que eu faço em cerca de um minuto, para deixar as pessoas de boca aberta e impressionadas, com a imagem de que eu sou uma pessoa inteligente.

Isso é bobo, eu sei, mas ser inteligente sempre foi a minha maior segurança. Eu era pobre, tímido, nem um pouco atraente, mas sempre me segurei na noção de que eu era inteligente, e isso manteve minha autoestima relativamente segura ao longo da minha vida.


quarta-feira, 20 de abril de 2022

Alice

Passei os últimos dois anos sendo solteiro, livre, explorando, me descobrindo, testando, aprendendo a ser eu mesmo, e foi um período maravilhoso e super importante na minha vida e na formação do homem que eu sou hoje.

Durante esse tempo eu aprendi a ser sozinho, a ser feliz sozinho, a tomar minhas decisões sozinho e a enfrentar todos os problemas sozinho, e isso fez de mim um homem mais maduro, independente e muito mais forte do que eu achava que poderia ser.

Estudei muito sobre as pessoas e sobre mim. Fazendo terapia, estudando psicanálise, filosofia, auto-ajuda, psicologia. Eu aprendi que sempre fui uma pessoa travada, cheio de medos e traumas infantis, e aos poucos fui trabalhando isso e me sentindo cada vez mais livre e mais consciente. E isso é maravilhoso!

Eu venho me declarando não-monogâmico e praticando o poliamor e as relações livres, e eu estava feliz com isso. Até que...



Eu encontrei uma pessoa com os mesmos pensamentos, traumas parecidos, medos parecidos e olhando no fundo dos seus olhos, tímidos à princípio, eu enxerguei a mesma vontade que eu mesmo escondia de todos, até de mim mesmo, de se abrir e se entregar para o amor mais uma vez.

As coisas foram fluindo com muita naturalidade, e rápido demais para acompanhar. Tudo se encaixa, e tudo mudou de uma hora para outra. Um dia estávamos falando sobre como valorizamos a liberdade e de como tínhamos o desejo de continuar saindo e conhecendo pessoas novas, criando novas relações, e no dia seguinte ela me olhou nos meus olhos e disse (muito mais corajosa do que eu): "Eu quero ficar só com você!".

Eu não precisei de nem um segundo completo para responder: "Eu também quero ficar só com você!".

E quando ela disse: "Não queria ter que ir embora."
As palavras saíram mais rápido do que eu pude processar: "Então fica!"

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Não somos desconhecidos, na verdade somos quase parentes. Alice é prima das minhas priminhas, filhas do meu primo Marcelo, que não está mais entre nós. Então nos conhecemos de vista, pelas festas, desde que ela era uma menina.

Ela tem essa beleza que me intimida, uma confiança e feminilidade que mexe demais comigo. Ela me inspira a ser um homem melhor, e isso me faz muito bem.

Conversamos abertamente sobre tudo, pois esse relacionamento é sobre curar. Sem jogos, sem segredos, sem mentiras. É sobre aprender novamente a confiar e se permitir amar e ser amado sem medo.

Estamos namorando oficialmente desde 15/04/2022.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Guarujá

 Muitas coisas mais importantes aconteceram nos últimos meses, mas não tenho tido tempo e energia para blogar. Aliás, sempre que posso e me lembro eu posto o que anda se passando pela minha vida e pela minha cabeça no Twitter.

Mas então, a história é essa. Eu estava morando em Guarulhos desde o início do ano, para estar mais próximo da minha família, e principalmente para estar mais próximo do Victor. Já que desde que me separei, estar longe dele tem sido o mais difícil para mim. E depois de passar aquelas duas semanas no litoral em São Luis no Maranhão, eu percebi que eu queria fazer isso para a minha vida o quanto antes.

Acontece que eu planejava fazer isso no início de 2022, mas a dona do apartamento de Guarulhos, uma amiga, a Carol, entrou em contato me pedindo para deixar ela voltar para o apartamento dela, pois os planos de vida dela deram todos errados. E eu entendi isso como uma oportunidade de realizar meu sonho antes do previsto.

Por "sorte" eu estava em uma situação legal de grana, e não foi transtorno nenhum adiantar meu plano.

Coloquei o Vini na missão de me ajudar a encontrar um apartamento novo em uma praia, para que isso se tornasse interessante para ele também. E foi bem legal.

A Elaine e a Juliana nos ajudaram bastante nessa parte, de pesquisar e visitar, e acabou que escolhemos um apartamento bem grande e bem legal na praia da Enseada, que por acaso é a praia que eu vinha passear nas férias quando era criança, que é aonde meu tio tinha apartamento.

Minha meta inicial é ficar aqui pelos próximos 2 anos, e depois, quem sabe...



quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Fatto Reserva Vila Rio

No ano de 2021 tivemos um capítulo bastante especial por aqui.

No final de 2020 resolvi ir embora de Moema. Nos mudamos para Guarulhos, para um apartamento muito bonito e aconchegante, perto da família.

Foi a Elaine quem encontrou esse apartamento. Rolou um clima entre a proprietária e eu, e durante toda a minha estadia por lá, ficamos trocando algumas paqueras de longe, mas nunca de fato tivemos nenhum tipo de envolvimento.

A princípio foi uma fase super gostosa e importante. O Vini fez vários amigos e começou a sair com frequência para interagir com os jovens do condomínio. Tive meu espaço e liberdade para ter meus encontros em casa, do jeito que eu gosto. Nos divertimos muito e nos aproximamos bastante como família nessa fase.

Depois de alguns meses tudo mudou, o Vini brigou com os novos colegas e perdeu o interesse em sair, e em uma das visitas, a Ângela caiu no meu banheiro e bateu a cabeça. Ela teve uma convulsão, e eu passei a noite com ela no hospital. Nesse dia eu convidei ela pra ficar em casa para se recuperar, e passamos os últimos meses morando juntos.

Acabei deixando meus romances de lado, meu caso com a vizinha, que se tornou outra amiga, mas ainda assim foi um período muito legal nesse sentido.

Por outro lado, com a Ângela em recuperação, e aceitando abrir a cabeça para outras formas de se relacionar, e fazendo terapia (ela também), tivemos a melhor fase da nossa relação. Me apaixonei novamente por ela, agora com mais realidade e menos fantasia. Mas ainda assim, não voltamos, pois sou agora uma pessoa não-monogâmica e poliamor.

Esse ano também comecei a fazer terapia, e isso transformou completamente a minha vida, mas vou escrever um capítulo especial sobre isso.

A meta era ficar dois anos nesse apartamento, mas a proprietária, Carol, que se tornou minha amiga, teve problemas pessoais e acabei aceitando sair antes, para que ela voltasse com a vida ela, na casa dela com as filhas dela. Tudo numa boa!

A princípio pensei em terminar a casa na chácara dos meus pais, mas resolvi criar coragem e ir atrás de realizar os sonhos da minha vida. Nesse caso, decidi me mudar para o litoral como sempre quis.



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Uma semana inteira com eles

Na semana passada consegui convencer meus dois filhos a virem passar a semana inteira comigo em casa. Foi a primeira vez que ficamos tanto tempo só nós 3.
Eles ainda estão se acostumando com a companhia um do outro, mas ao longo da semana eu pude sentir a amizade deles se fortalecendo e em vários momentos, eles brincando e se divertindo sem brigar.
Jogamos Warcraft III em rede várias vezes, e pela primeira vez meu filho me venceu. E venceu várias vezes. Ele chegou no meu nível, e das vezes que eu ganhei dele, foi com muito sacrifício.
O Vitinho teve alguns momentos de tristeza com saudades da mamãe, o que é perfeitamente normal. E o Vini queria voltar pra Guarulhos mais cedo, mas eu sei que ele estava adorando estar aqui com a gente.

Cada dia fazíamos votação pra decidir o cardápio do almoço e do jantar. Teve pizza, feijoada, japonesa, mas a maioria das vezes eu cozinhava ou pegava marmita no restaurante da esquina.

O Vini trouxe o porquinho da Índia da minha irmã, e foi a maior bagunça e sujeira, que eu levei horas pra limpar depois que eles foram embora.

Estamos assistindo Modern Family, mas cada um está em um episódio diferente, então o tempo todo estava passando isso na tv.

Foi uma semana maravilhosa. Eles fizeram briga de travesseiros, conversaram sobre jogos, brigaram, jogaram juntos, riram juntos. Estar com eles é a única forma de eu me sentir plenamente feliz.

O Vini já está quase da minha altura, e o Vitinho não é mais um bebê. O tempo está passando depressa demais e daqui a pouco eles vão ser adultos.
Não é justo, passou muito depressa. Parece que foi semana passada que o Vini estava aprendendo a andar, e daqui a pouco eles vão estar indo embora de casa para ter as suas próprias vidas. É uma mistura estranha de sentimentos. Eu amo ver eles crescendo e se desenvolvendo, mas ao mesmo tempo eu sinto tanta saudades de quando eu pegava eles no colo.

[Chorei]

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Qual é o proximo passo?

Quem conhece a minha história sabe que nada na minha vida nunca aconteceu de forma simples num sentido tradicional.
Mesmo tendo aprendido a programar aos 15 anos, sozinho em casa, isso só se tornou uma profissão de verdade pra mim mais de 10 anos mais tarde.

Quando me dei conta da minha profissão, eu já estava muito atrasado em relação ao mercado e aos outros profissionais da área, por isso comecei a correr em ritmo acelerado, parando de tempos em tempos para reavaliar a minha carreira e definir novas metas.

O objetivo era chegar aqui, aonde eu estou, mas eu fiquei tão acostumado com essa corrida desesperada para tirar o atraso, que agora eu não consigo ficar parado, tranquilo e satisfeito com minhas conquistas e com a posiçao que eu alcancei.

Acontece que estou novamente em um período de auto-avaliação, e agora eu preciso decidir para onde eu quero ir daqui. Ficar parado não é uma opção válida para mim, não agora pelo menos quando ainda existem tantos desafios por aí.

Quando imagino meu futuro agora, eu me vejo trabalhando com Inteligência Artificial de ponta. Na verdade, quero poder ajudar no desenvolvimento de tecnologia nova nessa área. Mas, não sei se já é momento de pender para esse lado, ou se ainda devo escalar mais alguns degraus como Desenvolvedor Especialista.

Eu posso me tornar um Arquiteto de Sistemas. Vou ter um aumento de salário relevante, e vou poder continuar me especializando apenas na parte técnica dessa área. Vou ter mais tempo analisando e desenhando sistemas do que escrevendo código. Isso é bom.

Mas eu posso já começar a caminhar para a Inteligência Artificial me tornando um Cientista de Dados, que não é exatamente a área da Inteligência Artificial que eu almejo, mas já é um passo nessa direção.

Porém, hoje, meu objetivo mesmo é conseguir um emprego em uma empresa estrangeira, para que eu possa continuar trabalhando de casa, me especializando em uma dessas áreas e recebendo em dólares.
Isso resolveria minha necessidade por mais grana e ainda me ajudaria com muitas coisas, como com a prática no inglês por exemplo.

sábado, 14 de março de 2020

A Separação

E no ano passado, com a minha depressão, eu passei a rever muitas coisas na minha vida.
Eu me dei conta de que meu filho não estava feliz, e estava se tornando depressivo também, e isso agravou o meu estado. Eu percebi que ele não me considerava mais um amigo. Na cabeça dele, eu sempre dei prioridade para a gata e o pequeno, o que não é verdade para mim.
Meu relacionamento não estava fazendo bem para a vida dele, então, comecei a conversar sobre isso com ela.

Meses conversando, e nada mudou. Tentei muitas coisas, mas nada funcionou. Então, pouco depois do meio do ano, tomei a decisão de me separar.

Como nos mudamos aqui para Moema para estar perto do meu trabalho, e ela não tem amigos e nem vínculos aqui, decidimos que o melhor seria ela se mudar de volta para Guarulhos com nosso pequeno.
Me distanciar dele foi a decisão mais difícil de toda a minha vida.

A decisão de esperar o fim do ano, foi pela escola do pequeno e pelas festas de fim de ano. Já que não brigamos e continuamos nos amando e respeitando, não haviam motivos para estragar esses momentos em família.

Com o fim do ano, ela arrumou a casa da família que estava desocupada, e se mudou em janeiro.

Na prática, pouca coisa mudou. Continuamos amigos e parceiros e quase tudo. Ainda nos encontramos, e continuamos nos ajudando mutuamente em todos os sentidos, financeiro, decisões, saúde.

Eu fico com meu pequeno praticamente todos os finais de semana, e nós nos falamos todos os dias pela internet.

O grandão está melhorando aos poucos, e eu também. Apesar da dor de estar mais distante do meu pequeno, eu não tenho dúvidas de que tomei a decisão mais acertada para as nossas vidas.

quarta-feira, 11 de março de 2020

O Patinete

Ainda estamos em março e esse ano já me fez fazer tantas escolhas difíceis, que se eu perder o controle da situação um pouquinho que seja, vou me sentir muito inseguro em relação a tudo o que eu construí nos últimos anos.

Em janeiro a gata se mudou de volta para Guarulhos com meu pequeno. Eu não tive escolha, eram eles ou o meu filho mais velho, e eu jamais poderia ficar longe dele.
Amo demais a gatinha e sinto uma falta absurda do meu pequeno, mas eu acredito que temos que passar por isso agora para que as coisas voltem a fazer sentido lá na frente.
Depois falo mais sobre a separação.

Junto com essa mudança drástica, eu, que já estava me sentindo incomodado há algum tempo com a estagnação na minha carreira, apesar dos avanços gigantes nos estudos e conhecimentos, recebi uma proposta interessante para mudar de emprego.
Foi muito difícil pedir demissão e ter que abrir mão de morar do lado do escritório, perder o privilégio de poder almoçar em casa todos os dias. Mas eu fiz isso!
Pensei muito no assunto, e cheguei à conclusão de que se eu comprasse um patinete elétrico, levaria apenas 20 minutos para chegar no trabalho, e depois de volta para casa todos os dias, sem nenhuma gota de suor, e sem me cansar. Seria perfeito!
Pedi demissão no início de fevereiro, e trabalhei até a última sexta-feira. Já na segunda-feira comecei a trabalhar no PagSeguro, em Pinheiro, na Faria Lima.

Adorei o clima da empresa, o ambiente de trabalho, o projeto, as pessoas. Tudo maravilhoso, exceto por um detalhe: Não me deixam entrar na empresa com meu patinete.
Uma coisa tão boba, um detalhe tão ridículo, e que acabou com a minha felicidade em ir trabalhar.
Sem o patinete, eu levo 50 minutos andando, e chego a suar. De ônibus eu levo uma hora, e tenho que me esfregar em pessoas e passar as mãos nas barras imundas dos ônibus. Um pesadelo.
Em alguns momentos tive que me segurar para não pegar minhas coisas e pedir demissão da empresa.

Na última sessão de terapia (ainda vou falar sobre isso também), minha psicóloga me disse uma coisa muito interessante sobre essa situação:

-As pedras grandes que encontramos no caminho, nós desviamos, mas as pequenas, elas entram no sapato e nos incomodam e machucam tanto que se não tomarmos cuidado, elas destroem o nosso passeio.

É exatamente isso. O patinete parece uma coisa pequena, boba, mas é uma pedra no meu sapato que me incomoda tanto que eu não consigo prestar atenção nas coisas boas desse passeio.
Minha ideia agora é vender o patinete e comprar um Monowheel Scooter, pois assim posso carregar ele na mochila e não vão me impedir de ir trabalhar com ele.

Agora estou com 44 anos. Estou solteiro novamente, ela foi embora, e me deixou aqui nessa casa gigante, com dois cachorros e um gato. E meu ...