quarta-feira, 20 de abril de 2022

Alice

Passei os últimos dois anos sendo solteiro, livre, explorando, me descobrindo, testando, aprendendo a ser eu mesmo, e foi um período maravilhoso e super importante na minha vida e na formação do homem que eu sou hoje.

Durante esse tempo eu aprendi a ser sozinho, a ser feliz sozinho, a tomar minhas decisões sozinho e a enfrentar todos os problemas sozinho, e isso fez de mim um homem mais maduro, independente e muito mais forte do que eu achava que poderia ser.

Estudei muito sobre as pessoas e sobre mim. Fazendo terapia, estudando psicanálise, filosofia, auto-ajuda, psicologia. Eu aprendi que sempre fui uma pessoa travada, cheio de medos e traumas infantis, e aos poucos fui trabalhando isso e me sentindo cada vez mais livre e mais consciente. E isso é maravilhoso!

Eu venho me declarando não-monogâmico e praticando o poliamor e as relações livres, e eu estava feliz com isso. Até que...



Eu encontrei uma pessoa com os mesmos pensamentos, traumas parecidos, medos parecidos e olhando no fundo dos seus olhos, tímidos à princípio, eu enxerguei a mesma vontade que eu mesmo escondia de todos, até de mim mesmo, de se abrir e se entregar para o amor mais uma vez.

As coisas foram fluindo com muita naturalidade, e rápido demais para acompanhar. Tudo se encaixa, e tudo mudou de uma hora para outra. Um dia estávamos falando sobre como valorizamos a liberdade e de como tínhamos o desejo de continuar saindo e conhecendo pessoas novas, criando novas relações, e no dia seguinte ela me olhou nos meus olhos e disse (muito mais corajosa do que eu): "Eu quero ficar só com você!".

Eu não precisei de nem um segundo completo para responder: "Eu também quero ficar só com você!".

E quando ela disse: "Não queria ter que ir embora."
As palavras saíram mais rápido do que eu pude processar: "Então fica!"

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Não somos desconhecidos, na verdade somos quase parentes. Alice é prima das minhas priminhas, filhas do meu primo Marcelo, que não está mais entre nós. Então nos conhecemos de vista, pelas festas, desde que ela era uma menina.

Ela tem essa beleza que me intimida, uma confiança e feminilidade que mexe demais comigo. Ela me inspira a ser um homem melhor, e isso me faz muito bem.

Conversamos abertamente sobre tudo, pois esse relacionamento é sobre curar. Sem jogos, sem segredos, sem mentiras. É sobre aprender novamente a confiar e se permitir amar e ser amado sem medo.

Estamos namorando oficialmente desde 15/04/2022.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Guarujá

 Muitas coisas mais importantes aconteceram nos últimos meses, mas não tenho tido tempo e energia para blogar. Aliás, sempre que posso e me lembro eu posto o que anda se passando pela minha vida e pela minha cabeça no Twitter.

Mas então, a história é essa. Eu estava morando em Guarulhos desde o início do ano, para estar mais próximo da minha família, e principalmente para estar mais próximo do Victor. Já que desde que me separei, estar longe dele tem sido o mais difícil para mim. E depois de passar aquelas duas semanas no litoral em São Luis no Maranhão, eu percebi que eu queria fazer isso para a minha vida o quanto antes.

Acontece que eu planejava fazer isso no início de 2022, mas a dona do apartamento de Guarulhos, uma amiga, a Carol, entrou em contato me pedindo para deixar ela voltar para o apartamento dela, pois os planos de vida dela deram todos errados. E eu entendi isso como uma oportunidade de realizar meu sonho antes do previsto.

Por "sorte" eu estava em uma situação legal de grana, e não foi transtorno nenhum adiantar meu plano.

Coloquei o Vini na missão de me ajudar a encontrar um apartamento novo em uma praia, para que isso se tornasse interessante para ele também. E foi bem legal.

A Elaine e a Juliana nos ajudaram bastante nessa parte, de pesquisar e visitar, e acabou que escolhemos um apartamento bem grande e bem legal na praia da Enseada, que por acaso é a praia que eu vinha passear nas férias quando era criança, que é aonde meu tio tinha apartamento.

Minha meta inicial é ficar aqui pelos próximos 2 anos, e depois, quem sabe...



quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Fatto Reserva Vila Rio

No ano de 2021 tivemos um capítulo bastante especial por aqui.

No final de 2020 resolvi ir embora de Moema. Nos mudamos para Guarulhos, para um apartamento muito bonito e aconchegante, perto da família.

Foi a Elaine quem encontrou esse apartamento. Rolou um clima entre a proprietária e eu, e durante toda a minha estadia por lá, ficamos trocando algumas paqueras de longe, mas nunca de fato tivemos nenhum tipo de envolvimento.

A princípio foi uma fase super gostosa e importante. O Vini fez vários amigos e começou a sair com frequência para interagir com os jovens do condomínio. Tive meu espaço e liberdade para ter meus encontros em casa, do jeito que eu gosto. Nos divertimos muito e nos aproximamos bastante como família nessa fase.

Depois de alguns meses tudo mudou, o Vini brigou com os novos colegas e perdeu o interesse em sair, e em uma das visitas, a Ângela caiu no meu banheiro e bateu a cabeça. Ela teve uma convulsão, e eu passei a noite com ela no hospital. Nesse dia eu convidei ela pra ficar em casa para se recuperar, e passamos os últimos meses morando juntos.

Acabei deixando meus romances de lado, meu caso com a vizinha, que se tornou outra amiga, mas ainda assim foi um período muito legal nesse sentido.

Por outro lado, com a Ângela em recuperação, e aceitando abrir a cabeça para outras formas de se relacionar, e fazendo terapia (ela também), tivemos a melhor fase da nossa relação. Me apaixonei novamente por ela, agora com mais realidade e menos fantasia. Mas ainda assim, não voltamos, pois sou agora uma pessoa não-monogâmica e poliamor.

Esse ano também comecei a fazer terapia, e isso transformou completamente a minha vida, mas vou escrever um capítulo especial sobre isso.

A meta era ficar dois anos nesse apartamento, mas a proprietária, Carol, que se tornou minha amiga, teve problemas pessoais e acabei aceitando sair antes, para que ela voltasse com a vida ela, na casa dela com as filhas dela. Tudo numa boa!

A princípio pensei em terminar a casa na chácara dos meus pais, mas resolvi criar coragem e ir atrás de realizar os sonhos da minha vida. Nesse caso, decidi me mudar para o litoral como sempre quis.



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Uma semana inteira com eles

Na semana passada consegui convencer meus dois filhos a virem passar a semana inteira comigo em casa. Foi a primeira vez que ficamos tanto tempo só nós 3.
Eles ainda estão se acostumando com a companhia um do outro, mas ao longo da semana eu pude sentir a amizade deles se fortalecendo e em vários momentos, eles brincando e se divertindo sem brigar.
Jogamos Warcraft III em rede várias vezes, e pela primeira vez meu filho me venceu. E venceu várias vezes. Ele chegou no meu nível, e das vezes que eu ganhei dele, foi com muito sacrifício.
O Vitinho teve alguns momentos de tristeza com saudades da mamãe, o que é perfeitamente normal. E o Vini queria voltar pra Guarulhos mais cedo, mas eu sei que ele estava adorando estar aqui com a gente.

Cada dia fazíamos votação pra decidir o cardápio do almoço e do jantar. Teve pizza, feijoada, japonesa, mas a maioria das vezes eu cozinhava ou pegava marmita no restaurante da esquina.

O Vini trouxe o porquinho da Índia da minha irmã, e foi a maior bagunça e sujeira, que eu levei horas pra limpar depois que eles foram embora.

Estamos assistindo Modern Family, mas cada um está em um episódio diferente, então o tempo todo estava passando isso na tv.

Foi uma semana maravilhosa. Eles fizeram briga de travesseiros, conversaram sobre jogos, brigaram, jogaram juntos, riram juntos. Estar com eles é a única forma de eu me sentir plenamente feliz.

O Vini já está quase da minha altura, e o Vitinho não é mais um bebê. O tempo está passando depressa demais e daqui a pouco eles vão ser adultos.
Não é justo, passou muito depressa. Parece que foi semana passada que o Vini estava aprendendo a andar, e daqui a pouco eles vão estar indo embora de casa para ter as suas próprias vidas. É uma mistura estranha de sentimentos. Eu amo ver eles crescendo e se desenvolvendo, mas ao mesmo tempo eu sinto tanta saudades de quando eu pegava eles no colo.

[Chorei]

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Qual é o proximo passo?

Quem conhece a minha história sabe que nada na minha vida nunca aconteceu de forma simples num sentido tradicional.
Mesmo tendo aprendido a programar aos 15 anos, sozinho em casa, isso só se tornou uma profissão de verdade pra mim mais de 10 anos mais tarde.

Quando me dei conta da minha profissão, eu já estava muito atrasado em relação ao mercado e aos outros profissionais da área, por isso comecei a correr em ritmo acelerado, parando de tempos em tempos para reavaliar a minha carreira e definir novas metas.

O objetivo era chegar aqui, aonde eu estou, mas eu fiquei tão acostumado com essa corrida desesperada para tirar o atraso, que agora eu não consigo ficar parado, tranquilo e satisfeito com minhas conquistas e com a posiçao que eu alcancei.

Acontece que estou novamente em um período de auto-avaliação, e agora eu preciso decidir para onde eu quero ir daqui. Ficar parado não é uma opção válida para mim, não agora pelo menos quando ainda existem tantos desafios por aí.

Quando imagino meu futuro agora, eu me vejo trabalhando com Inteligência Artificial de ponta. Na verdade, quero poder ajudar no desenvolvimento de tecnologia nova nessa área. Mas, não sei se já é momento de pender para esse lado, ou se ainda devo escalar mais alguns degraus como Desenvolvedor Especialista.

Eu posso me tornar um Arquiteto de Sistemas. Vou ter um aumento de salário relevante, e vou poder continuar me especializando apenas na parte técnica dessa área. Vou ter mais tempo analisando e desenhando sistemas do que escrevendo código. Isso é bom.

Mas eu posso já começar a caminhar para a Inteligência Artificial me tornando um Cientista de Dados, que não é exatamente a área da Inteligência Artificial que eu almejo, mas já é um passo nessa direção.

Porém, hoje, meu objetivo mesmo é conseguir um emprego em uma empresa estrangeira, para que eu possa continuar trabalhando de casa, me especializando em uma dessas áreas e recebendo em dólares.
Isso resolveria minha necessidade por mais grana e ainda me ajudaria com muitas coisas, como com a prática no inglês por exemplo.

sábado, 14 de março de 2020

A Separação

E no ano passado, com a minha depressão, eu passei a rever muitas coisas na minha vida.
Eu me dei conta de que meu filho não estava feliz, e estava se tornando depressivo também, e isso agravou o meu estado. Eu percebi que ele não me considerava mais um amigo. Na cabeça dele, eu sempre dei prioridade para a gata e o pequeno, o que não é verdade para mim.
Meu relacionamento não estava fazendo bem para a vida dele, então, comecei a conversar sobre isso com ela.

Meses conversando, e nada mudou. Tentei muitas coisas, mas nada funcionou. Então, pouco depois do meio do ano, tomei a decisão de me separar.

Como nos mudamos aqui para Moema para estar perto do meu trabalho, e ela não tem amigos e nem vínculos aqui, decidimos que o melhor seria ela se mudar de volta para Guarulhos com nosso pequeno.
Me distanciar dele foi a decisão mais difícil de toda a minha vida.

A decisão de esperar o fim do ano, foi pela escola do pequeno e pelas festas de fim de ano. Já que não brigamos e continuamos nos amando e respeitando, não haviam motivos para estragar esses momentos em família.

Com o fim do ano, ela arrumou a casa da família que estava desocupada, e se mudou em janeiro.

Na prática, pouca coisa mudou. Continuamos amigos e parceiros e quase tudo. Ainda nos encontramos, e continuamos nos ajudando mutuamente em todos os sentidos, financeiro, decisões, saúde.

Eu fico com meu pequeno praticamente todos os finais de semana, e nós nos falamos todos os dias pela internet.

O grandão está melhorando aos poucos, e eu também. Apesar da dor de estar mais distante do meu pequeno, eu não tenho dúvidas de que tomei a decisão mais acertada para as nossas vidas.

quarta-feira, 11 de março de 2020

O Patinete

Ainda estamos em março e esse ano já me fez fazer tantas escolhas difíceis, que se eu perder o controle da situação um pouquinho que seja, vou me sentir muito inseguro em relação a tudo o que eu construí nos últimos anos.

Em janeiro a gata se mudou de volta para Guarulhos com meu pequeno. Eu não tive escolha, eram eles ou o meu filho mais velho, e eu jamais poderia ficar longe dele.
Amo demais a gatinha e sinto uma falta absurda do meu pequeno, mas eu acredito que temos que passar por isso agora para que as coisas voltem a fazer sentido lá na frente.
Depois falo mais sobre a separação.

Junto com essa mudança drástica, eu, que já estava me sentindo incomodado há algum tempo com a estagnação na minha carreira, apesar dos avanços gigantes nos estudos e conhecimentos, recebi uma proposta interessante para mudar de emprego.
Foi muito difícil pedir demissão e ter que abrir mão de morar do lado do escritório, perder o privilégio de poder almoçar em casa todos os dias. Mas eu fiz isso!
Pensei muito no assunto, e cheguei à conclusão de que se eu comprasse um patinete elétrico, levaria apenas 20 minutos para chegar no trabalho, e depois de volta para casa todos os dias, sem nenhuma gota de suor, e sem me cansar. Seria perfeito!
Pedi demissão no início de fevereiro, e trabalhei até a última sexta-feira. Já na segunda-feira comecei a trabalhar no PagSeguro, em Pinheiro, na Faria Lima.

Adorei o clima da empresa, o ambiente de trabalho, o projeto, as pessoas. Tudo maravilhoso, exceto por um detalhe: Não me deixam entrar na empresa com meu patinete.
Uma coisa tão boba, um detalhe tão ridículo, e que acabou com a minha felicidade em ir trabalhar.
Sem o patinete, eu levo 50 minutos andando, e chego a suar. De ônibus eu levo uma hora, e tenho que me esfregar em pessoas e passar as mãos nas barras imundas dos ônibus. Um pesadelo.
Em alguns momentos tive que me segurar para não pegar minhas coisas e pedir demissão da empresa.

Na última sessão de terapia (ainda vou falar sobre isso também), minha psicóloga me disse uma coisa muito interessante sobre essa situação:

-As pedras grandes que encontramos no caminho, nós desviamos, mas as pequenas, elas entram no sapato e nos incomodam e machucam tanto que se não tomarmos cuidado, elas destroem o nosso passeio.

É exatamente isso. O patinete parece uma coisa pequena, boba, mas é uma pedra no meu sapato que me incomoda tanto que eu não consigo prestar atenção nas coisas boas desse passeio.
Minha ideia agora é vender o patinete e comprar um Monowheel Scooter, pois assim posso carregar ele na mochila e não vão me impedir de ir trabalhar com ele.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Depressão e ansiedade

Nunca achei que fosse passar por isso, mas desde que minha priminha Sabrina se foi, muita coisa dentro de mim mudou.

Do meu ponto de vista, a perda de uma pessoa que eu amo tanto, foi um gatilho para tudo o que aconteceu depois. Muitas coisas na minha vida já estavam me incomodando a muito tempo, mas eu não estava me dando conta delas, eu mantinha um sorriso no rosto, meu otimismo inabalado, e simplesmente seguia em frente ignorando o que estava em incomodando.
Mas, com o baque que eu sofri com a perda dela, eu não pude mais manter o sorriso, e todas as coisas que vinham me incomodando nesses últimos anos, de repente, começaram a se tornar mais claras e evidentes, impossíveis de ignorar.

Logo no início do ano, eu percebi que eu precisava resolver todas essas situações, e a única forma de fazer isso, seria me isolando. Eu preciso ficar sozinho, para voltar a ser eu mesmo, pensar por mim, decidir por mim, e fazer o que eu preciso fazer para ser feliz de novo.
Eu percebi que, não era apenas eu que não estava bem, mas meus filhos também, e minha companheira também não estava. A dinâmica da minha família não estava funcionando.
Meu filho mais velho e minha companheira não se suportam, e o conflito de suas personalidades deixa um clima chato e pesado em casa, e isso não faz bem para o meu filho pequeno e também me incomoda demais.

Cheguei a conclusão de que a única forma de voltar a ter paz e felicidade, seria me separando e ficando sozinho em casa com meu filho mais velho, enquanto ela se muda com nosso filho pequeno. Eles são extremamente ligados e parecidos, assim como eu sou com meu primeiro filho.
Doeu muito chegar a essa conclusão, porque isso significa que eu terei de me afastar um pouco do meu pequeno, que é o meu super-herói preferido. Eu o amo tanto, e vai doer muito para nós dois, mas eu tenho certeza de que isso vai ser melhor para ele também. Não tem como ser feliz e saudável vivendo num clima tenso como esse que temos aqui atualmente.

Resolvido o problema que estava me causando a depressão, acertada a separação, ainda temos que esperar pelo fim do ano, para não estragar o ano letivo do pequeno e também para não estragar a viagem de final de ano que sempre fazemos com a minha família.

Agora o que não me deixa em paz é a ansiedade. Estou vivendo em 2019 com a cabeça lá em 2020. Não sou feliz agora, mas serei quando realizar o que planejamos. Não tem como aproveitar o momento, porque os momentos são péssimos, pesados. Eu não posso tentar fazer o meu filho feliz, sem que isso incomode ela, e não posso tentar fazê-la feliz sem que isso incomode ele. Então, resumindo, estamos todos infelizes até o final do ano, e não tem nada que possa mudar isso, apenas a passagem do tempo.

Hoje eu me sinto como um animal enjaulado. Eu preciso correr, preciso pular, preciso voar, e não tenho espaço nem para esticar minhas pernas. É sufocante, eu sinto vontade de gritar e sair quebrando tudo. A única coisa que me impede de fazer isso, e manter a mente no final do ano, quando ela se muda e eu posso sair dessa jaula apertada e sufocante.

domingo, 10 de novembro de 2019

Quem eu sou?

Completando quase 8 anos de relacionamento. Dois anos morando aqui na zona sul de São Paulo.
Finalmente estou levando uma rotina de exercícios físicos e de estudos à sério.

Eu costumava ser o rei da procrastinação, sempre levando as coisas no improviso, e agora eu sou praticamente uma referência para os meus amigos em relação a foco, determinação, metas e estudos. Adoro isso.
A grande vantagem de estudar a teoria das coisas, é que você tem mais segurança na hora de tomar decisões, e não precisa baixar a cabeça quando algum sabichão vem com algum termo técnico para impressionar.

Eu gosto da pessoa que eu estou me tornando. Estou muito mais consciente de quem e do que eu sou. E é muito bom não precisar mentir, nem fingir e nem me esconder. Minha vida toda tem sido uma constante fuga do que eu realmente sou.

Depois que conversamos e eu tracei essa nova meta, troquei a depressão pela ansiedade. Pois já estou com a minha cabeça vivendo lá em 2020, quando inicio essa nova fase da minha vida.

As metas que tenho agora são terminar esse curso que estou fazendo e já emendar com o bacharelado e uma pós-graduação. Me vejo daqui 10 anos como doutor em Inteligência Artificial.

No trabalho, minhas reclamações constantes finalmente surtiram algum efeito. E eu estou mudando de equipe, saindo do front-end para a equipe de sistemas, responsável pelos sistemas que ficam rodando nos servidores e alimentando os dados dos clientes para a empresa. Estou bem feliz com isso.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Relacionamento Aberto

Sempre senti uma grande necessidade em fazer novas amizades, sobretudo de mulheres.
Desde que me entendo por gente que flertar me trás uma sensação de prazer, me sinto feliz fazendo esse jogo de sedução e conquista. Faz parte da minha natureza.
Acontece que eu raramente estive solteiro durante toda a minha vida adulta, então, esses jogos de sedução sempre tiveram que acontecer de forma escondida, e é muito cansativo ter essa "vida dupla".

Recentemente com a depressão que eu estive desenvolvendo, eu resolvi acabar com essa necessidade de "esconder" uma parte tão importante da minha natureza. Eu me abri com minha companheira, e contei pra ela como me sinto realmente.
Eu a amo muito, mas isso não me impede de me interessar e até me apaixonar por outras mulheres, sem deixar de ter os mesmos sentimentos por ela.

Foi difícil a princípio, mas se ela não me aceitasse assim, eu teria que me separar, pois minha depressão estava demandando medidas extremas para ser evitada.

Enfim, atualmente estamos vivendo esse relacionamento aberto, mas nada mudou na prática.
A diferença é que eu não preciso mais mentir e nem fingir que não tenho interesse em outras mulheres.
Ela sabe que eu converso e flerto, e que eventualmente podemos acabar tendo contato físico com outras pessoas, mas isso não é algo que deva acontecer, e certamente não acontecerá frequentemente.

A sensação de não precisar esconder e nem mentir para uma pessoa que eu amo tanto é maravilhosa. Me sinto ótimo nesse sentido, como nunca antes na minha vida.

Ciúmes, fidelidade e sentimento de posse só trazem infelicidade para a vida das pessoas. Ninguém é dono de ninguém.
Só temos uma vida e temos a obrigação de vivê-la da melhor forma que formos capazes. Sem crises, sem ciúmes e sem nos limitarmos por ninguém.

domingo, 17 de março de 2019

A única constante é a mudança

E agora quando tudo parece bem e tranquilo (e realmente está), é que minha mente conseguiu trazer do fundo do inconsciente coisas que vinham me incomodando há muito tempo. Coisas pequenas mas que tem me mantido em constante estado de inquietude ao longo dos últimos anos.

Eu queria conquistar uma vida tranquila com uma família e meus filhos, e eu já consegui isso. Agora eu mudei (me julguem).
Eu mudei sim, e não me envergonho disso. Mudar é uma das mais maravilhosas características da vida. Eu mudei e agora eu quero me reinventar novamente.

Eu quero ser eu, apenas eu. Quero um tempo para mim, para sair, conhecer pessoas, descobrir coisas novas. Eu quero isso.
Tenho 37 anos, eu estou vendo o que eu tenho pela frente, e eu percebo que ainda tem muitas coisas que eu quero viver e fazer, e para isso eu preciso ser eu, apenas eu.

Meus filhos não me limitam em nada nesse sentido, mas estar em um relacionamento, mesmo um relacionamento aberto, sim. E isso eu não posso mais permitir. Eu quero ser eu.

Temos conversado sobre isso quase todos os dias, mas ela não está aceitando bem. Ela tem medo de sair e de ser apenas ela. É muita insegurança.
Mas a minha vida é minha e eu tenho a obrigação de fazer o que eu tenho que fazer. Colocar a minha vontade acima de tudo, pois só eu posso fazer isso e eu só posso fazer isso agora. Pois o tempo passa e não volta, e agora é a minha vez.

Agora estou com 44 anos. Estou solteiro novamente, ela foi embora, e me deixou aqui nessa casa gigante, com dois cachorros e um gato. E meu ...